icons.title signature.placeholder Bruno Andrade
03/07/2014
13:01

Brasil 2 x 0 Bélgica, oitavas de final da Copa do Mundo de 2002, Koke, Japão. A eliminação para o Brasil ainda segue entalada para a Bélgica, que até hoje reclama de um gol anulado do atacante Marc Wilmots, hoje treinador da própria seleção, quando a partida ainda estava empatada em 0 a 0. Para o meia Alex Witsel, que na época era um simples torcedor, o jogo foi "um pouco roubado".

No lance polêmico, o árbitro jamaicano Peter Prendergast anulou o gol, alegando que o Wilmots havia cometido falta em cima do zagueiro Roque Júnior ao subir para cabecear um cruzamento. Mesmo com a pressão do adversário, a Seleção Brasileira venceu com gols de Rivaldo e Ronaldo.

- Fomos roubados um pouco. Foi um bom jogo, a seleção belga tinha um grande time - relembrou Witsel, com um certo tom de ironia, nesta quinta-feira à tarde, horas antes do embarque para Brasília.

Em 2002, Witsel tinha apenas 13 anos. Hoje, ele é um dos grandes nomes da promissora geração belga, que vai enfrentar a Argentina no próximo sábado, às 13h, no Mané Garrincha, em Brasília, em duelo válido pelas quartas de final.

- A Argentina é a favorita agora, mas nós vamos jogar de igual para igual, sem mudar nada do jogo contra os Estados Unidos (triunfo por 2 a 1). Temos chances de passar, vamos dar tudo dentro de campo - declarou.

Além de "dar de tudo dentro de campo", a Bélgica vai contar com o forte apoio do torcedor brasileiro. Witsel, que fala português (atuou no Benfica entre 2011 e 2012), tem conhecimento da força extra das arquibancadas. Mas e a rivalidade de 2002? Será deixada de lado.

- Esperamos que os torcedores brasileiros apoiem a nossa seleleção. Será muito bom para nós, vai dar uma força a mais para os nossos jogadores - finalizou.