icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
17/03/2014
08:01

A renovação de contrato de Wesley com o Palmeiras parece mais improvável a cada semana. Empresário do volante, Antônio Bahia já teve uma primeira conversa com a diretoria e descarta se enquadrar na política de produtividade, base do clube para contratações e prorrogações de vínculos.

– O Wesley não vai aceitar reduzir salário por produtividade. Isso não existe de o jogador ter de ganhar mais por jogos disputados – disse em entrevista ao LANCE!Net.

O atleta recebe cerca de R$ 350 mil mensais e pertence ao Verdão até 27 de fevereiro de 2015. Ele pode assinar um pré-acordo com outra equipe no fim de agosto, de graça.

– Se eu fosse o Palmeiras, eu esperaria a janela de julho para vender para o exterior, porque ninguém no Brasil vai pagar o salário do Wesley nem o que o Verdão pede para reaver o investimento feito.

O presidente Paulo Nobre avalia como muito elevados os vencimentos do atleta e já admitiu a conselheiros que espera uma oferta tentadora do exterior para tentar quitar a dívida que herdou da gestão de Arnaldo Tirone da compra do camisa 11.

Avalista da negociação com o Werder Bremen em 2012, Antenor Angeloni, presidente do Criciúma, acionou o Palmeiras na Justiça e cobra R$ 15 milhões do clube. Esse processo bloqueou um dinheiro gordo da cota de televisão dos direitos de transmissão que servia como garantia para o Alviverde receber o aporte de R$ 54 milhões de um fundo. Problemas jurídicos e produtividade à parte, o agente de Wesley ainda aguarda uma oferta.

– Eu sentei uma primeira vez com a diretoria para falar da renovação e agora estou esperando uma proposta formal deles. Eu confio muito no Brunoro (diretor-executivo), que tem uma história no futebol de 20 anos. O Omar (gerente de futebol) também é sério e sabe o que está fazendo – concluiu.

Com lesão na coxa direita, Wesley não joga há três partidas pelo Palmeiras. A previsão é que ele não enfrente o Santos no domingo e volte nas quartas de final do Paulista.