icons.title signature.placeholder Carlos Antunes
21/11/2014
14:37

Fabricio Werdum levou novamente o nome do Brasil ao ponto mais alto da categoria dos pesados do Ultimate. Em vitória fantástica sobre Mark Hunt, no UFC 180, no México, com uma joelhada voadora, o gaúcho conquistou o cinturão interino da categoria. Com 37 anos, dois fatores foram fundamentais para o lutador chegar a esse patamar: foco e dedicação.

Após carreira de sucesso e títulos no jiu-jitsu e MMA, faltava ao "Vai Cavalo" conquistar o cinturão mais importante na modalidade. Apesar da idade, o atleta tupiniquim garantiu, em entrevista ao LANCE!Net, que ainda se vê com muita disposição para defender seu posto. Para Werdum, ele chegou no ápice de sua trajetória nas artes marciais mistas.

- Com certeza (chegou ao auge da carreira). Me sinto muito bem, ainda mais pelo fato de agora ser um cara mais profissional. Aprendi muito esses anos e demorei um pouco para saber o que queria realmente, que era ser um atleta mais profissional. Nesse nível de hoje não podemos dar mole em nada. Não pode deixar nada para depois. Tudo que tinha que fazer eu fiz. Estou com 37 anos e não me sinto com essa idade. Estou na minha melhor fase mentalmente e técnicamente. Essa vitória não é uma coisa só de agora, me dediquei muito esses anos para isso e estou colhendo os frutos agora - disse o campeão interino dos pesados ao L!Net, em conversa por telefone.

Werdum nocauteou Mark Hunt com uma joelhada voadora (FOTO: Getty Images)

Foco, dedicação e muito treino. Essas foram as regras para Werdum nesses últimos meses de preparação para o duelo contra Mark Hunt. Depois de ficar dois meses longe da família, em treinamentos no México, o peso pesado foi retribuido com o título. Atualmente o Brasil só tem dois campeões na organização, com ele e José Aldo e de acordo com o gaúcho, falta incentivo para o país formar mais vencedores e espera que sua conquista motive isso.

- Tenho certeza disso (título pode marcar virada do Brasil no UFC). Temos muitos atletas de qualidade, a galera se dedica muito, mas as condições às vezes não são tão favoráveis para se manter um treino de alto rendimento. Falta mais incentivo para os lutadores crescerem ainda mais. Hoje tem muito atleta que tem que conciliar trabalho e treinamentos e fica difícil. Hoje o nível é alto e o foco precisa ser grande também - completou o lutador brasileiro.