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18/06/2014
11:10

Wanderlei Silva foi julgado na última terça-feira pela Comissão Atlética de Nevada e, através de seu advogado, admitiu que não quis fazer o teste antidoping proposto pelo órgão americano porque estava usando uma substância proibida. O atleta foi abordado por um membro da comissão no dia 24 de maio e se recusou a fazer o exame surpresa, o que resultou na sua retirada do UFC 175, que acontece no dia 5 de julho, em Las Vegas (EUA).

Segundo o advogado do lutador, Ross Goodman, Wanderlei estava tomando diuréticos por conta de uma lesão no pulso - sofrida durante a briga contra Chael Sonnen no TUF Brasil 3. Goodman comentou que a substância estava ajudando o brasileiro em sua recuperação, mas revelou que o atleta não quis fazer o teste antidoping por medo de o uso dos diuréticos aparecer no exame.

- Primeiramente, quero dizer que Wanderlei Silva já está lutando por mais de 20 anos, tem quase 50 lutas como profissional, e nunca falhou num exame antidoping. Ele estava tomando diuréticos para minimizar uma inflamação e reduzir a retenção de água. Agora ele sabe que deveria ter feito o teste antidoping. Ele ficou surpreso. Foi a primeira vez que aconteceu algo assim, de alguém aparecer em sua academia (para testá-lo) com ele fora de competição. Isso não nega ou minimiza o que o senhor Silva fez. Ele estava preocupado que os diuréticos fossem aparecer no exame e está aqui para se desculpar com a comissão - relatou Goodman, de acordo com o site americano "MMA Fighting".

Diuréticos são proibidos por terem o efeito de mascarar outras substâncias ilegais, como drogas para melhora de performance, por exemplo. Apesar de ter admitido o uso, Wanderlei ainda não recebeu nenhuma punição da Comissão de Nevada, já que o lutador não chegou a fazer o pedido de licença para lutar no UFC 175. Ainda de acordo com o site americano, a comissão irá anunciar uma nova data para rever o caso do brasileiro e estudar uma forma de punir o atleta.