icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
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10/07/2013
08:12

Para quem esperava uma grande atuação de Montillo com a camisa do Santos, o clássico contra o São Paulo no último domingo foi um alento. O camisa 10 ditou o ritmo alvinegro, foi um dos melhores em campo e ainda deu assistência para o gol de Giva, o primeiro do Alvinegro na partida.

O meia argentino atribui o bom desempenho ao posicionamento mais avançado e ao período de treinamentos durante a Copa das Confederações, que lhe permitiu aprimorar o condicionamento físico.

Montillo, no entanto, ainda quer mais. A começar por esta quarta-feira, às 21h50, contra o Crac-GO, na Vila Belmiro (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net). Ele pede pés no chão aos garotos, revela que, aos 29 anos, nunca tinha atuado em um time com tantos, mas diz confiar que a nova geração de Meninos da Vila pode dar títulos ao clube. Confira abaixo entrevista com o meia:

No clássico de domingo, o Santos foi bem melhor do que antes da pausa no Brasileirão. A que atribui essa evolução da equipe?
A gente trabalhou muito nessas semanas que o campeonato parou, aprimoramos a parte física... O primeiro tempo foi ruim, estava muito quente, mas no segundo o esquema tático foi muito bom, funcionou. Todo o time fez força para jogar com a bola e para marcar também. Conseguimos um gol, que deu tranquilidade e deixou o São Paulo nervoso. Aí passamos a trabalhar a bola.

E a sua melhora?
É um conjunto de coisas. Quando cheguei, não é desculpa, mas treinei quatro, cinco dias e comecei a jogar. A parte física precisava melhorar e, apesar de sempre trabalhar, com o calendário apertado ficava difícil. A parte tática também ajudou, mas não tem que ficar só no jogo do São Paulo, tem que manter.

Você jogou mais adiantado contra o São Paulo. Foi um pedido seu ou uma ideia do Claudinei?
Ele falou comigo, combinamos... Ele que escala o time, eu procuro fazer o melhor em qualquer posição. Fico feliz de ir bem, foi um grande jogo, sempre é bom ganhar clássicos e ninguém acreditava que o Santos poderia ganhar. Agora é pensar em quarta-feira.

Como será enfrentar o time desconhecido, o Crac?
Tem que entrar ligado, ainda mais depois de um clássico... É outro tipo de jogo, a gente não conhece muito e, às vezes, fica mais difícil enfrentar um pequeno. Tomara que a gente consiga uma vitória, com respeito, sem desmerecer.

Apesar da reformulação, acredita que o Santos pode brigar por títulos neste ano?
É difícil falar agora, o campeonato está começando, e nós estamos iniciando um trabalho novo com o Claudinei, é preciso ir jogo a jogo, senão acaba atrapalhando. Temos que pensar que fizemos um belo jogo e acreditar em nós, pois temos um belo time. Se empolgar, às vezes, é ruim. Vamos continuar trabalhando com humildade e tentar ajudar os meninos que subiram da base. Não pode jogar a responsabilidade neles, os mais velhos tem que falar com os garotos, orientá-los.

Você já tinha jogado em um time com tantos jovens?
Nunca, é a primeira vez. É um privilégio, são meninos bons, tanto dentro, como fora, humildes, que têm vontade de aprender muita coisa. Tomara que possa passar experiência para eles continuarem da mesma maneira e que sejam cada vez mais decisivos para o time.

Como você os ajuda? Apenas dentro de campo, chamando o jogo, ou também conversando com eles nos treinos e no dia a dia?
Eu tento falar algumas coisas para que eles possam aprender, mas não sou dono da verdade, falo para que o ambiente seja bom, dentro e fora de campo. Tento ajudar, tirando o melhor de cada um. Tem jogador que fez no domingo a segunda ou terceira partida, são inexperientes. Então procuro passar que vão ter momentos de alta, como agora, e de pressão com as derrotas. Não pode abalar.

Sem o Neymar, você assume o papel de protagonista?
O cara maior do time tem que ter uma responsabilidade maior. Não só eu, mas também o Durval, Cícero, Edu, Arouca... todos os mais experientes. Me acho importante, como cada um dos 11 têm que se achar. Quanto mais “caras”, melhor.

Os seus maiores amigos no elenco, Miralles e Patito, estão de saída do clube. Como vê isso?
Não sei como estão as negociações, mas quando um companheiro sai, ficamos tristes. E não só eles, como também o Guilherme (Santos), o João (Pedro), muitos jogadores saíram, mas o futebol é assim. Às vezes você não acha lugar no time e tem que ir para outro, eles têm que ver o melhor para eles. No San Lorenzo (ARG), no começo da minha carreira, eu não tinha oportunidade e fui para a Universidad de Chile, onde despontei. Torço para que eles tenham sucesso na carreira.

Como vai ser enfrentar o Neymar no amistoso contra o Barcelona? Tem falado com ele?
Falamos bastante pelo telefone. Para nós será um desafio importante, não temos sempre a sorte de enfrentar o melhor time do mundo. Tomara que seja um grande espetáculo para a torcida, que o Neymar vá bem também, mas que possamos ganhar, vamos dar nosso melhor. Será uma experiência excelente.

Para quem esperava uma grande atuação de Montillo com a camisa do Santos, o clássico contra o São Paulo no último domingo foi um alento. O camisa 10 ditou o ritmo alvinegro, foi um dos melhores em campo e ainda deu assistência para o gol de Giva, o primeiro do Alvinegro na partida.

O meia argentino atribui o bom desempenho ao posicionamento mais avançado e ao período de treinamentos durante a Copa das Confederações, que lhe permitiu aprimorar o condicionamento físico.

Montillo, no entanto, ainda quer mais. A começar por esta quarta-feira, às 21h50, contra o Crac-GO, na Vila Belmiro (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net). Ele pede pés no chão aos garotos, revela que, aos 29 anos, nunca tinha atuado em um time com tantos, mas diz confiar que a nova geração de Meninos da Vila pode dar títulos ao clube. Confira abaixo entrevista com o meia:

No clássico de domingo, o Santos foi bem melhor do que antes da pausa no Brasileirão. A que atribui essa evolução da equipe?
A gente trabalhou muito nessas semanas que o campeonato parou, aprimoramos a parte física... O primeiro tempo foi ruim, estava muito quente, mas no segundo o esquema tático foi muito bom, funcionou. Todo o time fez força para jogar com a bola e para marcar também. Conseguimos um gol, que deu tranquilidade e deixou o São Paulo nervoso. Aí passamos a trabalhar a bola.

E a sua melhora?
É um conjunto de coisas. Quando cheguei, não é desculpa, mas treinei quatro, cinco dias e comecei a jogar. A parte física precisava melhorar e, apesar de sempre trabalhar, com o calendário apertado ficava difícil. A parte tática também ajudou, mas não tem que ficar só no jogo do São Paulo, tem que manter.

Você jogou mais adiantado contra o São Paulo. Foi um pedido seu ou uma ideia do Claudinei?
Ele falou comigo, combinamos... Ele que escala o time, eu procuro fazer o melhor em qualquer posição. Fico feliz de ir bem, foi um grande jogo, sempre é bom ganhar clássicos e ninguém acreditava que o Santos poderia ganhar. Agora é pensar em quarta-feira.

Como será enfrentar o time desconhecido, o Crac?
Tem que entrar ligado, ainda mais depois de um clássico... É outro tipo de jogo, a gente não conhece muito e, às vezes, fica mais difícil enfrentar um pequeno. Tomara que a gente consiga uma vitória, com respeito, sem desmerecer.

Apesar da reformulação, acredita que o Santos pode brigar por títulos neste ano?
É difícil falar agora, o campeonato está começando, e nós estamos iniciando um trabalho novo com o Claudinei, é preciso ir jogo a jogo, senão acaba atrapalhando. Temos que pensar que fizemos um belo jogo e acreditar em nós, pois temos um belo time. Se empolgar, às vezes, é ruim. Vamos continuar trabalhando com humildade e tentar ajudar os meninos que subiram da base. Não pode jogar a responsabilidade neles, os mais velhos tem que falar com os garotos, orientá-los.

Você já tinha jogado em um time com tantos jovens?
Nunca, é a primeira vez. É um privilégio, são meninos bons, tanto dentro, como fora, humildes, que têm vontade de aprender muita coisa. Tomara que possa passar experiência para eles continuarem da mesma maneira e que sejam cada vez mais decisivos para o time.

Como você os ajuda? Apenas dentro de campo, chamando o jogo, ou também conversando com eles nos treinos e no dia a dia?
Eu tento falar algumas coisas para que eles possam aprender, mas não sou dono da verdade, falo para que o ambiente seja bom, dentro e fora de campo. Tento ajudar, tirando o melhor de cada um. Tem jogador que fez no domingo a segunda ou terceira partida, são inexperientes. Então procuro passar que vão ter momentos de alta, como agora, e de pressão com as derrotas. Não pode abalar.

Sem o Neymar, você assume o papel de protagonista?
O cara maior do time tem que ter uma responsabilidade maior. Não só eu, mas também o Durval, Cícero, Edu, Arouca... todos os mais experientes. Me acho importante, como cada um dos 11 têm que se achar. Quanto mais “caras”, melhor.

Os seus maiores amigos no elenco, Miralles e Patito, estão de saída do clube. Como vê isso?
Não sei como estão as negociações, mas quando um companheiro sai, ficamos tristes. E não só eles, como também o Guilherme (Santos), o João (Pedro), muitos jogadores saíram, mas o futebol é assim. Às vezes você não acha lugar no time e tem que ir para outro, eles têm que ver o melhor para eles. No San Lorenzo (ARG), no começo da minha carreira, eu não tinha oportunidade e fui para a Universidad de Chile, onde despontei. Torço para que eles tenham sucesso na carreira.

Como vai ser enfrentar o Neymar no amistoso contra o Barcelona? Tem falado com ele?
Falamos bastante pelo telefone. Para nós será um desafio importante, não temos sempre a sorte de enfrentar o melhor time do mundo. Tomara que seja um grande espetáculo para a torcida, que o Neymar vá bem também, mas que possamos ganhar, vamos dar nosso melhor. Será uma experiência excelente.