icons.title signature.placeholder Thiago Fernandes
03/03/2014
08:04

Líder invicto do Mineiro e em bom momento na Libertadores, o Cruzeiro começa a mostrar um futebol semelhante ao apresentado no ano anterior, quando conquistou o Brasileiro de maneira irretocável. Após a goleada sobre a Universidad de Chile, por 5 a 1, na semana passada, Marcelo Oliveira destacou o fato de a equipe recuperar a confiança e o padrão.


– Nós estamos invictos no Mineiro e somos líderes. Mas oscilamos um pouco em alguns jogos, contra URT, Guarani e Villa Nova. É assim mesmo, um processo, a gente vai acertando com mais tempo. A vitória brilhante e convincente diante da La U nos fortalece e nos dá confiança. Uma vitória desse naipe na Libertadores é muito importante – avaliou.


Confiante em seus comandados, o treinador sabe que, no principal torneio continental, é fundamental manter o equilíbrio em jogos como mandante e visitante. Nesta temporada, a equipe disputou quatro duelos fora de seus domínios e venceu somente um, obtendo dois empates e uma derrota.

– Há dois aspectos fundamentais. Na Libertadores, pelo equilíbrio e o nível de competição, é importantíssimo fazer um bom aproveitamento em casa e buscar o resultado fora. Às vezes, fora, o empate é útil, como seria no Peru, se conservássemos o 1 a 1 contra o Garcilaso – explicou.


Artilheiro do time na Libertadores, com três gols, Ricardo Goulart adota discurso semelhante ao do treinador. O meia-atacante crê que vencer na condição de visitante é fato que depende de ‘trabalho e confiança’.


– Agora a gente vai jogar fora de casa mais uma vez. Será difícil. Mas temos totais condições de jogar como visitante e vencer – disse, ao LANCE!.

O próximo compromisso do Cruzeiro na competição será diante do Defensor Sporting (URU), pela terceira rodada do grupo 5. A partida será disputada no Estádio Luis Franzini, em Montevidéu, no dia 11 de março, às 19h (horário de Brasília).

Com a palavra

Carlos Alberto Vieira

EDITOR E COLUNISTA DO LANCE!

O Cruzeiro fez a sua melhor partida em 2014 diante da La U. No duelo seguinte, contra o Minas Boca, repetiu o belo futebol e conseguiu o ajuste para seguir brilhando intensamente no futebol sul-americano. O curioso é que o time deu a encaixada quando voltou a jogar com uma referência ofensiva. E o impressionante: Marcelo Moreno arrumou o time mesmo jogando mal, pois o seu futebol está muito abaixo dos companheiros (tá, o Egídio também anda uma coisa...). Marcelo Oliveira pode até jogar com três volantes, como já insinuou. Mas não pode abrir mão de um 9, mesmo que ele seja figurante. Os jogadores parecem precisar disso.

Especialistas

Como você analisa o estágio atual do Cruzeiro?

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Sulimar Silva
Rádio Inconfidência

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