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26/08/2015
21:34

Dias 25 e 26 de agosto de 2015. Dois dias que vou guardar para sempre em minha memória. Num pequeno intervalo de horas, vivi emoções maravilhosas, misturando sensações. Na noite de ontem, estive presente no último treino da academia Carlson Gracie no endereço que fez história nas artes marciais. A rua Figueiredo Magalhães, Nº 414, em Copacabana, foi sede da maior equipe de lutas da história, e que tristeza me deu ao subir aquelas escadas pela última vez, muito possivelmente. Sem a academia ali, não terei o que fazer para visitar o prédio. Cheguei acompanhado por meus meninos, garotos que treinam comigo desde os 13 anos e hoje são chefes de família. Se Carlson fez o seu legado, eu vou fazendo o meu também, inspirado nele, nos acertos e nos erros.

Eduardo Teta, Reyzinho e Tarsis se juntaram a outras centenas de pessoas que se espremeram no pequeno espaço da academia. No dojo, alguns dos principais nomes daquela áurea época. Se a tristeza me consumiu quando subi àquelas escadas, a alegria tomou conta de mim quando encontrei amigos de longa data, que há anos eu não via. Que felicidade ao dar um abraço no Paulão Filho, (Amaury) Bitetti, Carlão Barreto, De La Riva, Sergio Bolão... Tive até que “escapar” de umas cabeçadas do Manimal, sua marca registrada nas lutas e treinos – sim, molecada, valia cabeçada no vale-tudo, hoje MMA. Nem todos puderam estar presentes por conta de suas agendas profissionais, como foi o caso do meu amigo Dedé Pederneiras e Parrumpinha, que será meu córner na luta deste sábado pelo ADCC de São Paulo.

Carlson Gracie Jr e Libório em despedida de academia da lenda (FOTO: Arquivo Pessoal)

Foi legal reencontrar todos essas pessoas, sem me esquecer do Mauricio Saddam e do Carlson Gracie Jr, organizadores dessa despedida. Eu costumo simplificar sempre que me perguntam sobre Carlson Gracie: amor. É impossível traduzir em palavras tudo que ele fez pelo esporte. O legado que ele construiu não foi com nada que não seja amor. Então essa é a palavra que escolho para traduzi-lo. Seu legado é eterno no jiu-jitsu e no MMA.

E é o amor que me leva até o segundo momento emocionante que vivi, esse já na manhã de hoje. Minha mãe, Dona Altair, completa 80 anos de vida neste dia 26 de agosto. Como se chegar numa idade como essa já não fosse o bastante, minha mãe aumentou recentemente o nível de inspiração que sempre foi em minha vida. Poucas pessoas sabem, apenas amigos da família, mas agora externo a todos vocês: a coroa luta há dois anos contra um câncer no estômago, mais precisamente na alça do esôfago. A vontade dela de vencer esse mal, o sorriso cativante com que ela enfrenta a vida... Isso tudo me faz mais forte e me faz encarar todas as adversidades de uma maneira ainda mais aguerrida.

Dona Altair completa 80 anos nesta quarta-feira (FOTO: Arquivo Pessoal)

Essa experiência me ajudou na preparação para essa luta. Sou um abençoado de ter a família que tenho, os amigos que tenho, as pessoas boas que me cercam. E isso tudo não é fácil, é superando barreiras, é batalhando, gostando ou não gostando, querendo ou não querendo. A vida é feita de várias batalhas, e o que te diferencia é a maneira como você as encara. O que mais vale nessa vida é não desistir.

Dias emocionantes vivi, mas agora é hora de arrumar as malas novamente, agora rumo a São Paulo. Amanhã desembarco na capital paulista e sigo nos últimos preparativos. Não por isso eu deixarei de passar por aqui para contar esses momentos para vocês, internautas!

*Promovida pelo LANCE!, a série "De volta pelo futuro" vai contar com relatos diários de Ricardo Libório contando detalhes de sua caminhada de volta aos tatames. O retorno às origens, que acontece no ADCC de São Paulo, neste sábado, é mais do que um reencontro do atleta com a arte suave. É parte de uma arte mais especial, chamada superação. Uma história inspiradora.

Dias 25 e 26 de agosto de 2015. Dois dias que vou guardar para sempre em minha memória. Num pequeno intervalo de horas, vivi emoções maravilhosas, misturando sensações. Na noite de ontem, estive presente no último treino da academia Carlson Gracie no endereço que fez história nas artes marciais. A rua Figueiredo Magalhães, Nº 414, em Copacabana, foi sede da maior equipe de lutas da história, e que tristeza me deu ao subir aquelas escadas pela última vez, muito possivelmente. Sem a academia ali, não terei o que fazer para visitar o prédio. Cheguei acompanhado por meus meninos, garotos que treinam comigo desde os 13 anos e hoje são chefes de família. Se Carlson fez o seu legado, eu vou fazendo o meu também, inspirado nele, nos acertos e nos erros.

Eduardo Teta, Reyzinho e Tarsis se juntaram a outras centenas de pessoas que se espremeram no pequeno espaço da academia. No dojo, alguns dos principais nomes daquela áurea época. Se a tristeza me consumiu quando subi àquelas escadas, a alegria tomou conta de mim quando encontrei amigos de longa data, que há anos eu não via. Que felicidade ao dar um abraço no Paulão Filho, (Amaury) Bitetti, Carlão Barreto, De La Riva, Sergio Bolão... Tive até que “escapar” de umas cabeçadas do Manimal, sua marca registrada nas lutas e treinos – sim, molecada, valia cabeçada no vale-tudo, hoje MMA. Nem todos puderam estar presentes por conta de suas agendas profissionais, como foi o caso do meu amigo Dedé Pederneiras e Parrumpinha, que será meu córner na luta deste sábado pelo ADCC de São Paulo.

Carlson Gracie Jr e Libório em despedida de academia da lenda (FOTO: Arquivo Pessoal)

Foi legal reencontrar todos essas pessoas, sem me esquecer do Mauricio Saddam e do Carlson Gracie Jr, organizadores dessa despedida. Eu costumo simplificar sempre que me perguntam sobre Carlson Gracie: amor. É impossível traduzir em palavras tudo que ele fez pelo esporte. O legado que ele construiu não foi com nada que não seja amor. Então essa é a palavra que escolho para traduzi-lo. Seu legado é eterno no jiu-jitsu e no MMA.

E é o amor que me leva até o segundo momento emocionante que vivi, esse já na manhã de hoje. Minha mãe, Dona Altair, completa 80 anos de vida neste dia 26 de agosto. Como se chegar numa idade como essa já não fosse o bastante, minha mãe aumentou recentemente o nível de inspiração que sempre foi em minha vida. Poucas pessoas sabem, apenas amigos da família, mas agora externo a todos vocês: a coroa luta há dois anos contra um câncer no estômago, mais precisamente na alça do esôfago. A vontade dela de vencer esse mal, o sorriso cativante com que ela enfrenta a vida... Isso tudo me faz mais forte e me faz encarar todas as adversidades de uma maneira ainda mais aguerrida.

Dona Altair completa 80 anos nesta quarta-feira (FOTO: Arquivo Pessoal)

Essa experiência me ajudou na preparação para essa luta. Sou um abençoado de ter a família que tenho, os amigos que tenho, as pessoas boas que me cercam. E isso tudo não é fácil, é superando barreiras, é batalhando, gostando ou não gostando, querendo ou não querendo. A vida é feita de várias batalhas, e o que te diferencia é a maneira como você as encara. O que mais vale nessa vida é não desistir.

Dias emocionantes vivi, mas agora é hora de arrumar as malas novamente, agora rumo a São Paulo. Amanhã desembarco na capital paulista e sigo nos últimos preparativos. Não por isso eu deixarei de passar por aqui para contar esses momentos para vocês, internautas!

*Promovida pelo LANCE!, a série "De volta pelo futuro" vai contar com relatos diários de Ricardo Libório contando detalhes de sua caminhada de volta aos tatames. O retorno às origens, que acontece no ADCC de São Paulo, neste sábado, é mais do que um reencontro do atleta com a arte suave. É parte de uma arte mais especial, chamada superação. Uma história inspiradora.