icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
16/07/2014
11:02

"Não se pode esperar por milagres". "Temos que trabalhar duro e corrigir os erros". "Ainda não temos condições de ter um padrão". Estas três frases foram ditas por Mano Menezes no dia 10 de agosto de 2011, data de uma derrota da Seleção Brasileira, por 3 a 2, para a Alemanha. Quase três anos depois, o gaúcho mostrou que tinha razão.

A CBF não teve paciência para a reformulação proposta pelo treinador, demitido em novembro de 2012. Com Felipão no lugar, a Seleção caiu nas semifinais da Copa do Mundo. Com um 7 a 1.

A Seleção Brasileira busca um novo técnico após o desastre, e Mano Menezes certamente não é um dos nomes cogitados. O próprio treinador já disse que foi “um erro” topar o convite e, em entrevista recente, esculachou a direção da CBF ao dizer que “falta gente capacitada” na gestão do futebol brasileiro.

O reencontro com o Corinthians foi o gás que faltava na carreira do treinador gaúcho. A partir desta quinta-feira, às 19h30, na Arena Corinthians, ele inicia contra o Internacional o segundo passo de uma caminhada que começou bem no Brasileirão, já que a eliminação na primeira fase do Paulista foi motivo de dúvidas, frustração e até broncas.

Mas a pausa da Copa do Mundo que Mano não disputou foi importante para os últimos ajustes do Timão. Elias, candidato a protagonista, virou peça-chave do esquema. Petros, indicado pelo treinador, é o jogador mais importante taticamente. Lodeiro, também escolhido com o dedo do comandante, em breve disputará espaço no time titular. E assim Mano molda o time a seu gosto.

– Novos jogadores vieram, uma nova comissão técnica foi estabelecida. E agora esse time volta ao Brasileiro honrando suas tradições de brigar por títulos – avaliou o diretor de futebol Ronaldo Ximenes.

Com reforços que pediu à diretoria, elenco de 32 jogadores escolhidos a dedo, respaldo da diretoria e tempo para trabalhar e montar o time, Mano tem tudo para afastar os fantasmas do passado e sorrir.

AS REFORMULAÇÕES DE MANO:

Antes da Seleção
Revelação na Copa do Brasil de 2004, treinador foi o responsável por resgatar Grêmio e Corinthians após rebaixamentos para a Série B.

Seleção Brasileira
Substituto de Dunga, ele precisou renovar todo o elenco em 2010. Com Ganso, Neymar e Pato como protagonistas, não conseguiu vencer a Copa América e as Olimpíadas de Londres. Foi demitido mesmo depois do título do Superclássico das Américas.

Depois da Seleção
Assumiu o Corinthians após passagem apagada pelo Flamengo e com a missão de reformular o elenco após três anos sob o comando de Tite. Tem contrato até o fim do ano.