icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
07/03/2014
20:03

Um milagre. Assim o técnico do RJ Vôlei, Marcelo Fronckowiak, definiu a possibilidade de classificação para a semifinal da Superliga Masculina. Neste sábado, o atual campeão do torneio nacional faz a primeira partida das quartas de final melhor três contra o Vivo/Minas, às 10h (de Brasília), na Arena Vivo, em Belo Horizonte (MG).

– Ter chegado aos playoffs na quinta posição já foi uma grande vitória, como se fosse um título. Perdemos apenas uma posição na tabela após a saída dos jogadores. Vamos enfrentar um favoritismo total do adversário, a equipe mais tradicional do vôlei brasileiro e que tem um material humano muito rico – afirmou o treinador.

No início de janeiro, o então RJX sofreu grave crise financeira ao perder o patrocínio da OGX, do empresário Eike Batista. A equipe mudou de nome e perdeu seus principais astros, entre eles o levantador Bruninho, o oposto Leandro Vissotto e o ponta Thiago Alves.

Como o prazo para contratar jogadores havia encerrado no dia 20 de dezembro, Fronckowiak pleitou em reunião uma liberação dos clubes para buscar reforços. Porém, não obteve o aval necessário.

Somente agora a equipe, que estava com nove jogadores, voltará a ter 12 atletas. O RJ Vôlei usou o regulamento para contratar três reforços vindos do Olympico/Mart Minas, eliminado da Superliga B: o oposto Alemão, o ponta Everaldo e o líbero Rafinha, este último ex-jogador do RJX.

Outra boa notícia foi que a chegada de novos patrocinadores permitiu o pagamento dos salários da comissão técnica e dos jogadores, incluindo o líbero Mário Júnior, que começou a receber parte dos seus rendimentos. O único que ainda está sem receber é o meio de rede Riad.

– Eu não posso passar um problema meu para dentro da quadra pois pode atrapalhar. Só quero passar coisas positivas. O que tínhamos de reclamar já fizemos. Claro que vou lutar pelos meus direitos, não posso deixar isso passar, mas agora não é o momento – afirmou o central.

Segundo Riad, o Minas é o favorito na série, mas o RJ Vôlei não entra como franco-atirador nos playoffs. O jogador lembrou que agora começa um novo campeonato e que a vantagem do rival é o mando de quadra.


Bate-Bola:

Marcelo Fronckowiak
Técnico do RJ Vôlei, ao LANCE!Net

Você falou em milagre na classificação. É isso mesmo?
Eu interpreto dessa maneira, mas isso não impede que nós sonhemos com a classificação e tentemos realizar isso. Sem dúvida é possível ganhar e não posso deixar de dizer que temos a intenção de irmos ao limite das nossas forças.

O que será preciso para o RJ Vôlei obter a vaga na semifinal?
Se jogarmos a 120% e pegarmos o Minas numa situação que não consigam produzir o melhor vôlei, acho que temos uma chance de brigar. Se vamos passar, acho que depende da situação emocional. O Minas teve uma troca de técnico e uma decepção grande com a não classificação para o Mundial. Isso pesa. Eles têm uma certa obrigação de passarem para a semifinal.

A resolução de parte da crise financeira ajuda quanto agora?
A maioria dos jogadores está recebendo e a comissão técnica começou a receber agora. Passamos a ter uma situação mais próxima do que deve ser o ideal. Os jogadores foram valentes. O Mário e o Riad nunca deixaram de ser extremamente profissionais. Temos a vaga na próxima Superliga e vamos lutar pela manutenção da equipe.