icons.title signature.placeholder Jonas Moura
07/04/2014
21:03

Dois de abril de 2005. A data ficou marcada não apenas pelo título do Finasa/Osasco, de José Roberto Guimarães, em cima do Rexona Ades, de Bernardinho, na Superliga Feminina. Aquele também foi o último embate entre os técnicos campeões em um playoff. Desafetos, eles voltam a se enfrentar nesta terça-feira, quando o Vôlei Amil recebe a Unilever às 21h30, na Arena Amil, em Campinas (SP), no primeiro confronto da semifinal.

A relação está estremecida desde o fim da Olimpíada de 2004, quando Zé Roberto, técnico da Seleção Brasileira feminina, se sentiu incomodado com o que chamou de “influências externas” do rival em seu trabalho, supostamente envolvendo a levantadora Fernanda Venturini, casada com Bernardinho. Mas os resultados expressivos dos comandantes das seleções do Brasil fazem com que eles sejam atrações no reencontro desta terça.

Para Bernardinho, treinador da Seleção masculina, é a chance de dar o troco após o último revés em uma fase decisiva. A curiosidade é que, naquela ocasião, o time do Rio de Janeiro havia vencido a equipe de Zé Roberto duas vezes na fase classificatória, mas levou a pior em todos os duelos nos playoffs. Agora, o retrospecto favorável é do tricampeão olímpico. O time de Campinas venceu os dois jogos contra a Unilever na etapa anterior, ambos por 3 a 2.

Explosivo: Bernardinho se exalta em partida da Unilever na Superliga (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Para quem tem a oportunidade de trabalhar com os dois treinadores, o discurso é sempre o mesmo. As atletas reconhecem as diferenças de estilos, mas apontam inúmeras qualidades em cada um. Na semifinal, nomes como Fabi, Gabi, Fofão e Juciely, pela equipe carioca, além de Natália e Carol Gattaz, pelo time paulista, são alguns exemplos de quem absorveu ensinamentos dos dois lados.

– São dois caras insatisfeitos por natureza, treinadores que podem ser considerados protagonistas. A presença deles engrandece qualquer confronto e com esta semifinal não será diferente – disse a líbero Fabi, da Unilever, que é treinada por Zé Roberto na Seleção.

Outra atleta que tem o mesmo privilégio é Natália. Desde os 16 anos, quando foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira adulta, a ponteira conhece bem o estilo de Zé Roberto. Nas temporadas 2011/2012 e 2012/2013, com as cores da Unilever, ela ouviu ensinamentos preciosos de Bernardinho.

– Eles são os melhores técnicos do mundo. Não tem como comparar. As pessoas acham que o Bernardo é bravo, mas fora da quadra ele é um cavalheiro. Trabalhei mais tempo com o Zé. Ele é um pouco menos estourado. Mas é claro que também fica nervoso em alguns momentos. Aí, sai de baixo (risos) – brincou Natália.