icons.title signature.placeholder André Santos
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07/07/2013
07:56

O bom momento do Vitória no Brasileirão está diretamente ligado ao desempenho do seu trio de estrangeiros: os meias argentinos Maxi Biancucchi e Escudero e o volante paraguaio Cáceres. Os três são as apostas do Rubro-Negro para vencer o Goiás, neste domingo, às 16h, no Serra Dourada, e seguir na ponta da tabela.

Entrar no mercado sul-americano era o objetivo da diretoria do Vitória desde o ano passado. Porém, a falta de condições financeiras impediu a contratação de jogadores dos países vizinhos. Já neste ano, com o acesso à Série A e o aumento na receita, o clube pôde, enfim, investir em jogadores estrangeiros e contratou os três de uma vez.

– Ter jogadores sul-americanos no Vitória faz a marca do clube crescer no continente. Com a chegada deles, tenho certeza que nós conseguimos ter mais fama no Paraguai e na Argentina, principalmente entre os profissionais do futebol. Além disso, os jogadores brasileiros do mesmo nível deles são mais caros. Então, para não comprometer as finanças do Vitória, optamos por eles – disse Carlos Falcão, vice de futebol do Vitória, em entrevista ao LANCE!Net.

Os resultados em campo mostram que o dinheiro investido não foi para o lixo. Após um começo de ano fraco, com as eliminações precoces na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, Maxi, Escudero e Cáceres se firmaram entre os titulares. O trio foi fundamental na conquista do Campeonato Baiano e na campanha que deixa o time na segunda colocação do Brasileirão.

Diante disso, Carlos Falcão afirma que o Leão vai fazer de tudo para manter o trio e continuará investindo em novos jogadores estrangeiros.

– O Cáceres está emprestado até o final de 2014, enquanto o Maxi e o Escudero ficam até o final de 2013. Já estamos nos mexendo para poder contar com eles no ano que vem também. Pretendemos continuar investindo nesse mercado e, por enquanto, a prioridade é manter os três jogadores – disse o dirigente.

MAXI EM CASA

Do trio, o grande destaque é Maxi. O primo de Messi defendeu o Flamengo entre 2007 e 2009. Começou bem, mas caiu de rendimento.

Agora, a situação é diferente. O argentino tem comandado a equipe nas vitórias e é um dos artilheiros da competição, com quatro gols em cinco jogos disputados. Ele valoriza a presença de outros gringos no elenco para seguir bem em campo.

– Eu esperava demorar um pouco para engrenar. Mas, o fato de já conhecer o Caio Junior e ter o Cáceres e o Escudero ajudou a me sentir em casa. Ter gente que fale a mesma língua que você é importante para te deixar mais à vontade em outro país – disse Maxi.

BATE-BOLA
Maxi Biancucchi
Apoiador do Vitória, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net.

Como foi a negociação para sua volta ao Brasil?
Eu estava bem no Olímpia (PAR) quando o Caio Junior entrou em contato com o meu empresário para saber sobre a possibilidade do Vitória me contratar. Como eu já conhecia ele da época em que joguei no Flamengo, achei que era uma boa oportunidade para voltar ao Brasil e mostrar que tenho condições de ir bem aqui, o que não consegui na minha primeira passagem pelo país.

No Flamengo você não manteve a regularidade como faz agora. Nesses quatro anos fora do Brasil, o que mudou?
No Flamengo eu comecei bem, mas depois tive uma lesão e perdi espaço para o Renato Augusto. Não consegui recuperar meu lugar depois principalmente porque era muito nervoso, não tinha paciência para esperar as coisas acontecerem. Agora eu estou mais maduro, minha cabeça está tranquila e tenho uma família. Isso é importante.

Ser comparado ao Messi também te atrapalhou?
Eu e Messi temos uma relação muito boa. Crescemos juntos e nos falamos constantemente. O que me irrita é a questão da comparação. Tem pessoas que não conseguem entender que, além de sermos pessoas diferentes, ele está num nível muito acima de mim e de qualquer um. Às vezes me cobram como se eu tivesse que render o que rende. Eu treino e dou o meu máximo, mas somos pessoas diferentes.

Como você vê o grande números de estrangeiros em clubes fora do eixo principal do futebol brasileiro?
Hoje, o mercado brasileiro é o mais forte da América. Antigamente, era o México e a Europa, onde os clubes tinham mais dinheiro e levavam todo mundo. Com a crise, isso mudou. Agora o Brasil está a cima do México. A Europa ainda ganha do Brasil, mas é melhor ficar aqui do que ir para qualquer time europeu, por exemplo.

O bom momento do Vitória no Brasileirão está diretamente ligado ao desempenho do seu trio de estrangeiros: os meias argentinos Maxi Biancucchi e Escudero e o volante paraguaio Cáceres. Os três são as apostas do Rubro-Negro para vencer o Goiás, neste domingo, às 16h, no Serra Dourada, e seguir na ponta da tabela.

Entrar no mercado sul-americano era o objetivo da diretoria do Vitória desde o ano passado. Porém, a falta de condições financeiras impediu a contratação de jogadores dos países vizinhos. Já neste ano, com o acesso à Série A e o aumento na receita, o clube pôde, enfim, investir em jogadores estrangeiros e contratou os três de uma vez.

– Ter jogadores sul-americanos no Vitória faz a marca do clube crescer no continente. Com a chegada deles, tenho certeza que nós conseguimos ter mais fama no Paraguai e na Argentina, principalmente entre os profissionais do futebol. Além disso, os jogadores brasileiros do mesmo nível deles são mais caros. Então, para não comprometer as finanças do Vitória, optamos por eles – disse Carlos Falcão, vice de futebol do Vitória, em entrevista ao LANCE!Net.

Os resultados em campo mostram que o dinheiro investido não foi para o lixo. Após um começo de ano fraco, com as eliminações precoces na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, Maxi, Escudero e Cáceres se firmaram entre os titulares. O trio foi fundamental na conquista do Campeonato Baiano e na campanha que deixa o time na segunda colocação do Brasileirão.

Diante disso, Carlos Falcão afirma que o Leão vai fazer de tudo para manter o trio e continuará investindo em novos jogadores estrangeiros.

– O Cáceres está emprestado até o final de 2014, enquanto o Maxi e o Escudero ficam até o final de 2013. Já estamos nos mexendo para poder contar com eles no ano que vem também. Pretendemos continuar investindo nesse mercado e, por enquanto, a prioridade é manter os três jogadores – disse o dirigente.

MAXI EM CASA

Do trio, o grande destaque é Maxi. O primo de Messi defendeu o Flamengo entre 2007 e 2009. Começou bem, mas caiu de rendimento.

Agora, a situação é diferente. O argentino tem comandado a equipe nas vitórias e é um dos artilheiros da competição, com quatro gols em cinco jogos disputados. Ele valoriza a presença de outros gringos no elenco para seguir bem em campo.

– Eu esperava demorar um pouco para engrenar. Mas, o fato de já conhecer o Caio Junior e ter o Cáceres e o Escudero ajudou a me sentir em casa. Ter gente que fale a mesma língua que você é importante para te deixar mais à vontade em outro país – disse Maxi.

BATE-BOLA
Maxi Biancucchi
Apoiador do Vitória, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net.

Como foi a negociação para sua volta ao Brasil?
Eu estava bem no Olímpia (PAR) quando o Caio Junior entrou em contato com o meu empresário para saber sobre a possibilidade do Vitória me contratar. Como eu já conhecia ele da época em que joguei no Flamengo, achei que era uma boa oportunidade para voltar ao Brasil e mostrar que tenho condições de ir bem aqui, o que não consegui na minha primeira passagem pelo país.

No Flamengo você não manteve a regularidade como faz agora. Nesses quatro anos fora do Brasil, o que mudou?
No Flamengo eu comecei bem, mas depois tive uma lesão e perdi espaço para o Renato Augusto. Não consegui recuperar meu lugar depois principalmente porque era muito nervoso, não tinha paciência para esperar as coisas acontecerem. Agora eu estou mais maduro, minha cabeça está tranquila e tenho uma família. Isso é importante.

Ser comparado ao Messi também te atrapalhou?
Eu e Messi temos uma relação muito boa. Crescemos juntos e nos falamos constantemente. O que me irrita é a questão da comparação. Tem pessoas que não conseguem entender que, além de sermos pessoas diferentes, ele está num nível muito acima de mim e de qualquer um. Às vezes me cobram como se eu tivesse que render o que rende. Eu treino e dou o meu máximo, mas somos pessoas diferentes.

Como você vê o grande números de estrangeiros em clubes fora do eixo principal do futebol brasileiro?
Hoje, o mercado brasileiro é o mais forte da América. Antigamente, era o México e a Europa, onde os clubes tinham mais dinheiro e levavam todo mundo. Com a crise, isso mudou. Agora o Brasil está a cima do México. A Europa ainda ganha do Brasil, mas é melhor ficar aqui do que ir para qualquer time europeu, por exemplo.