icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
18/11/2014
10:20

Poucos lutadores no mundo das lutas estão no esporte há tanto tempo - e com performances em alto nível - como Vitor Belfort. Lutando há 18 anos, o brasileiro se aproxima do maior feito de sua carreira. Contra Chris Weidman, no dia 28 de fevereiro, em Los Angeles, pelo UFC 184, ele pode conquistar o cinturão dos médios da organização e se tornar o primeiro lutador na história a alcançar títulos em três categorias diferentes. Com a experiência de poucos, Vitor já viu de tudo, e sabe analisar bem aspectos do MMA atual.

Em conferência por telefone, o brasileiro avalia a posição do MMA no coração do brasileiro e diz o que falta para o esporte ultrapassar o futebol e se tornar a maior paixão nacional do povo.

- Acho que o MMA precisa, no Brasil, se estruturar mais como esporte. Isso é uma luta que tenho feito desde que comecei. No início da minha carreira não tinha nada. Temos de fazer cada vez mais do MMA não só um entretenimento, mas também fazer mais como um esporte. Não podemos ficar só dependendo da organização do UFC. Temos de fazer isso acontecer. Acho que o MMA hoje é o segundo esporte do Brasil. Estamos muito atrás do que podia estar. Temos de caminhar muito mais a frente - analisou o fenômeno.

Diante do confronto com Weidman pelo título, Vitor avaliou a análise usada pela mídia onde ele se torna o favorito na maioria das lutas apenas nos rounds iniciais, onde sua explosão é mais forte.

- Aí vocês jogam fora tudo o que estou fazendo. Tenho fisiologistas e tudo. Uma coisa é verdade que o Renzo (Gracie) fala. Tenho que estar preparado para lutar cinco minutos. Cada segundo em que o sino está tocando é uma chance. Preciso de uma. O cara sabe que a hora que entrar uma pegada minha, a luta acaba. Quando luta cinco rounds dizem que não foi explosivo. É difícil agradar todo mundo - ponderou.