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27/03/2014
20:36

O árbitro Márcio Chagas da Silva sofreu com ofensas racistas provenientes da torcida do Esportivo de Bento Gonçalves, ainda na primeira fase do Campeonato Gaúcho. O caso ganhou proporções nacionais, e o juiz chegou a ser recebido pela presidente Dilma Rousseff, e virou um embaixador da iniciativa contra o preconceito. Ele parece mesmo ter dado a volta por cima. Chagas será o homem por trás do apito quando a bola rolar no dia 13 de abril para o segundo jogo da final entre Internacional e Grêmio.

As equipes começam a decidir o Gaúchão já neste domingo, às 16h. Mas quem apita a ida, que acontece na Arena, é Leandro Vuaden. Na última quarta-feira, o Tricolor bateu o Brasil de Pelotas por 2 a 1, enquanto o Colorado goleou o Caxias por 3 a 0.

Relembre o caso:

Na partida entre Esportivo e Veranópolis, o árbitro responsável pela partida, Marcio Chagas da Silva, foi insultado antes, durante e depois da partida pela torcida da equipe mandante. Ao chegar no estacionamento exclusivo para a arbitragem, encontrou o próprio carro depredado e coberto de bananas no capô.

O clube de Bento Gonçalves foi a julgamento, mas a pena imposta de cinco jogos sem mando de campo e multa de R$ 30 mil ficou barata, na opinião de Chagas. Segundo o árbitro, medidas mais drásticas teriam que ser tomadas para evitar a repetição do caso.