icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
10/06/2014
12:29

Dois empresários e um eletricista torcem para Alejandro Sabella, treinador da Argentina, feche todos os treinos da seleção na Cidade do Galo, local de treinamentos e concentração durante a Copa do Mundo. Uma torcida que tem a ver com o sonho de ganhar muito dinheiro. De preferência, US$ 10 mil dólares (cerca de R$ 23 mil).

Marcelo Xavier e Guilherme de Assis, empresários da região de Vespasiano (MG), convenceram o eletricista Israel Machado a tentar vender a vista de sua casa de dois andares a jornalistas estrangeiros que acompanharão Messi, Di Maria & Cia. A residência está localizada a cerca de 1km, do outro lado da rodovia onde fica a Cidade do Galo. Ainda sem interessados, os três aguardam propostas e prometem boa acomodação.

- Essa visão é a melhor, é o filé dos filés. Começamos a fazer um leilão, tentar uma parceria, mas ainda não apareceu ninguém. Vieram uns argentinos, falamos que custaria dez mil dólares...eles deram risada e falaram que teriam que arrumar um caminhão para trazer o dinheiro - afirmou um dos empresários, sorrindo.

A reportagem do LANCE!Net subiu na laje que vale ouro. A vista realmente é boa, sendo possível ver três dos quatro campos - um deles é atrapalhado por árvores. Na manhã desta terça-feira, foi possível ver, mesmo sem lente de aproximação, a movimentação de jogadores em um dos campo, a dos goleiros em outro e ainda jogadores da base da seleção argentina com bola num terceiro gramado. A laje é ampla e tem capacidade para inúmeras câmeras de televisão e fotógrafos.



Cientes de que o poder financeiro dos argentinos não é tão grande, já que a economia do país atravessa um momento difícil (Real vale 4,5 pesos), os dois empresários sonham com a chegada de jornalistas europeus, que acompanhariam Messi, Di Maria & Cia. com mais afinco nas próximas fases da Copa do Mundo.

Em tempo: na manhã desta terça-feira, cinegrafistas e fotógrafos argentinos ficaram em frente à casa com vista privilegiada, num morrão que há por ali, claro, sem pagar um centavo para ter acesso à Cidade do Galo. Apesar de não ter a mesma vista, todos disseram que conseguiram fazer imagens normalmente.

Cinegrafista argentino do morrão, sem pagar nada ao dono da casa de vista privilegiada (crédito: Rodrigo Vessoni)