icons.title signature.placeholder Valdomiro Neto
14/06/2014
23:00

Benzema e Bengston são os destaques ofensivos de França e Honduras (FOTO: AFP)

A França tem diversos desafios às 16h deste domingo, no Beira-Rio, contra Honduras, com transmissão em tempo real pelo LANCE!NET. Entre eles estão apagar o vexame de quatro anos atrás, quando saiu do Mundial com apenas um ponto, e superar a ausência de seu principal astro, o atacante Frank Ribéry. Mas o maior deles soa até surreal para uma seleção cotada entre as grandes do mundo, tendo chegado a duas das últimas quatro finais do principal torneio final: marcar um mísero gol e encerrar jejum de 16 anos sem balançar a rede na partida de estreia. Nas últimas três edições, os Bleus passaram em branco no debute - derrota de 1 a 0 para Senegal (2002) e empates zerados diante de Suíça (2006) e Uruguai (2010). 

O último grito de but (gol em francês) foi provocado por Thierry Henry, no inesquecível, para eles, Mundial de 98, o do título inédito. De lá para cá, o setor ofensivo anulou-se no primeiro ato de Copas e o atacante, que no momento atua no New York Red Bulls, dos Estados Unidos, aposentou-se da seleção gaulesa. Esse desempenho pífio refletiu-se em duas eliminações ainda na primeira fase, nos Mundiais de Coreia/Japão e África do Sul, mas curiosamente não impediu que a equipe chegasse até a decisão na Alemanha, oito anos atrás. 

Para encerrar esse jejum, o técnico Didier Deschamps deve lançar mão de uma formação ofensiva diante dos hondurenhos. Mesmo sem Frank Ribéry, cortado por lesão, a França deve ir a campo com o trio Valbuena, Benzema e Giroud, apesar do silêncio do comandante na coletiva de véspera do duelo.

- Vocês saberão quando o time entrar em campo! - disse, categórico. 

Foi com essa formação que os franceses aplicaram 8 a 0 na Jamaica, no último amistoso antes de viajar ao Brasil. Além do trio de frente, o selecionado irá a campo com um meio de altetas talentosos, em especial Pogba e Matuidi. A mistura de juventude com experiência é o trunfo de Deschamps para implodir o drama das estreias e conquistar um triunfo que o treinador classifica de muito importante. 

- É importante o primeiro jogo. Ganhar nos deixará na posição ideal. Quando a gente perde um primeiro jogo, isso não acontece. Mesmo na Espanha (goleada pela Holanda por 5 a 1) há turbulências. Vencer é importante para manter a serenidade e a confiança. 

O goleiro Lloris, um dos mais experientes da equipe titular, foi incisivo ao dizer que um bom ambiente e uma preparação feita da forma correta se desmoronam caso os resultados não venham.

- Nós colocamos o máximo de qualidade nos treinamentos, isso se passa bem em campo e fora também. Mas a gente sabe que o equilibrio de uma equipe é frágil. Ela depende das vitórias e das boas performances. A realidade é amanhã (domingo). Mesmo se fazemos uma boa preparação, as coisas se recolocam no zero. 

PRIMEIRA VITÓRIA

Se a potente França quer encerrar a zica nas estreias, os hondurenhos têm um objetivo grande e modesto ao mesmo tempo: conquistar seu primeiro triunfo em uma Copa do Mundo. Grande porque vencer um campeão do mundo não é das tarefas mais simples. E modesto porque vitórias são do jogo. Em seis partidas na história do torneio, a equipe acumula três empates e três derrotas. O resultado mais expressivo foi justamente em uma estreia, um 1 a 1 com os espanhois, então anfritiões, em 1982. Essa partida é a mais importante de todos os tempos para o futebol local.

O técnico colombiano Luis Suárez, que dirige a equipe, acredita que seu grupo possa fazer bonito no Mundial. Seu discurso confiante, exibido na entrevista deste sábado no Beira-Rio, pauta-se na boa campanha do país na última Olimpíada, em que sete jogadores do atual grupo estiveram presentes.

- Não se vence nem se perde antes de começar uma partida. Mas há uma diferença entre os dois e é nisso que está baseado o que falamos: a atitude. Temos um grupo disposto, que venderá cara a derrota, somos conscientes que nos veem como a quarta força do grupo. Vemos isso como a melhor oportunidade e o que ocorreu nas Olimpíadas pode se repetir para obtermos o que desejamos.

Para chegar a um resultado inédito, Honduras contará com sua força máxima. Os dois alvos maiores de preocupação do técnico francês, o zagueiro Figueroa, com seu chute de canhota, e o habilidoso meia Espinoza estarão em campo.

Neste domingo, uma marca pode ser batida ou um 0 a 0 estenderá o jejum dos dois lados. O detalhe a ser registrado é que será o primeiro jogo com arbitragem brasileiro neste mundial. Sandro Meira Ricci comandará o duelo.

FICHA TÉCNICA

FRANÇA X HONDURAS

LOCAL: Estádio do Beira-Rio, Porto Alegre
DATA-HORA: 15/6/2014 - 16h
ÁRBITRO: Sandro Meira Ricci (BRA)
AUXILIARES: Emerson de Carvalho (BRA) e Marcelo Van Gasse (BRA)

FRANÇA: Lloris; Sagna, Koscielny, Sakho e Evra; Cabayre, Pogba e Matuidi; Valbuena, Benzema e Giroud. TÉCNICO: Didier Deschamps

HONDURAS: Noel Valladares, Beckeles, Maynor Figueroa, Bernárdez e Izaguirre; Roger Espinoza, Palacios, Garrido e Chávez; Bengston e Carlos Costly. TÉCNICO: Luis Fernando Suárez