icons.title signature.placeholder Thiago Ferri
01/07/2014
08:01

Jogador do Palmeiras em 2013, o zagueiro e volante Vilson cobra do clube cerca de R$ 2 milhões em ação movida na Justiça do Trabalho. Sem jogar por conta de problemas na cartilagem do joelho esquerdo, operado durante sua passagem pelo Verdão, o jogador “culpa” o clube por não atuar, e deseja tal valor baseado no seguro de vida e acidentes no trabalho.

O advogado de Vilson acionou o Alviverde, pedindo a apresentação do contrato deste seguro. O clube não o fez, pois o jogador estava machucado e já fora do Palmeiras. A atitude gerou a entrada na Justiça, que tem primeira audiência prevista, em São Paulo, para dezembro. Disto o Palmeiras ainda não foi avisado.

– Pela Lei Pelé, o jogador tem direito a um seguro contra acidentes de trabalho, mas se o clube não o apresentou, imagina-se que não tenha feito. Este seguro visa justamente proteger a carreira dele – disse Joel Picinini, advogado de Vilson neste processo, ao L!Net. O Palmeiras, porém, avisa ter contrato de seguro de vida e acidentes de trabalho com seus jogadores, mas não o acionou desta vez por não considerar o caso.

A defesa do atleta de 25 anos alega que a transferêcia mal-sucedida para o Stuttgart (ALE), em setembro, se deu por conta das lesões. Até a artroscopia feita em abril do ano passado pelo departamento médico palmeirense foi criticada.

– Ele fez uma outra avaliação que considerava ser melhor uma técnica diferente, que demoraria mais tempo de recuperação. A técnica usada foi para ele voltar mais rapidamente, o time na época lutava pelo acesso, mas não trataremos disto na ação – acrescentou Joel.

Titular no “time ideal” da Série B, o zagueiro perdeu o fim da competição por causa dos problemas no joelho, que se prolongaram também no período de negociação para sua permanência nesta temporada.

Mesmo quando as partes definiram que não iriam prolongar o vínculo, o Verdão ofereceu ao defensor que ele desse continuidade ao seu tratamento, utilizando as dependências da Academia de Futebol. O atleta negou a oferta, e preferiu negociar com outro clube, no caso o Cruzeiro, enquanto recuperava-se da lesão.

De acordo com a Lei Pelé, o seguro deveria dar ao beque o valor de um ano de salário – ele recebia cerca de R$ 100 mil no Verdão. Por serem duas lesões (a que gerou a operação e uma tendinite), ele pede duas vezes este valor. Advogados ligados à área, contudo, consideram que o valor deve ser de cerca de R$ 1 milhão, já que o que está na lei é o pedido de um ano de remuneração, independentemente do número de lesões.

Contratado no início do ano pelo Cruzeiro, o jogador chegou a treinar no clube, mas acabou mandado embora em maio ao término do seu vínculo por não se recuperar. Ele hoje faz tratamento e não tem uma equipe. A expectativa é de que esteja totalmente recuperado apenas em agosto.

AS LESÕES DE VILSON NO PALMEIRAS:

Artroscopia
Vilson lesionou o joelho esquerdo contra o Ituano, no dia 21 de abril de 2013, pelo Campeonato Paulista. Foi, então, realizada uma artroscopia, bem-sucedida, para corrigir a lesão em um fragmento da cartilagem. Ele voltou a jogar após a pausa para a Copa das Confederações, em 20 de julho, na Série B.

Tendinite
Realizou 18 jogos durante a campanha no Brasileiro da Série B e foi o autor do gol da vitória contra o Guaratinguetá, no dia 11 de outubro. Foi sua última partida com a camisa palmeirense. Desde então, passou a reclamar de uma tendinite no joelho esquerdo e realizou tratamento, que segue ainda neste ano.