icons.title signature.placeholder Caio Carrieri
17/11/2013
12:10

Titular na goleada por 5 a 0 sobre Honduras, nesse sábado, em Miami (EUA), o goleiro Victor tenta levar para o ambiente da Seleção as ideias do Bom Senso FC, movimento de protesto de jogadores que atuam no Brasil que está ancorado em cinco pontos: reformulação do calendário nacional, férias de 30 dias ininterruptos para a classe, pré-temporada de ao menos 20 dias, punição a clubes que atrasarem salários e papel efetivo de atletas em federações e na CBF.

Ao lado do atacante Jô, também do Atlético-MG campeão da América, Victor conversou sobre as reivindicações com seus companheiros de Seleção durante a semana. Dos convocados por Luiz Felipe Scolari para os amistosos contra Honduras e Chile, adversário de terça, em Toronto (CAN), a dupla do Galo é a única do futebol doméstico. O resto dos atletas atua no futebol do exterior.

- Todo mundo está ciente e é a favor do diálogo. Que seja feito aquilo que é melhor para o futebol brasileiro, um futebol pentacampeão mundial, e o torcedor merece sempre o melhor: seja vendo em casa, seja vendo no estádios. Tudo tem que ser pensado e conversado. Temos de trabalhar na linha do Bom Senso como vem sendo feito. Nada agressivo e de rebeldia, mas tem de ser conversado. Temos de analisar tudo para não ter nenhum tipo de problema

Se os atleticanos têm em comum o fato de serem signatários do movimento, apenas Jô aparece com vaga encaminhada no grupo da Copa de 2014, após agradar Felipão sobretudo na campanha do título da Copa das Confederações. Victor passa por um período de observação feito pelo treinador, que também já testou Diego Cavalieri, do Fluminense, na posição.

Inserido nessa fase de avaliação, o herói do título da Libertadores não acredita que ser defensor do Bom Senso possa atrapalhá-lo a escrever seu nome na lista final de Scolari para o Mundial.

- Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O diálogo vem sendo feito entre os representantes. Quando há diálogo, aquilo que é melhor é decidido. 

Nos últimos dias em Miami, o presidente da CBF, José Maria Marin, e Felipão evitaram tocar no assunto que mobiliza as Séries A e B do Campeonato Brasileiro.

*O repórter viaja a convite da Gillette