icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
26/03/2014
09:08

"Talvez a derrota para o Santos seja interessante para o Palmeiras entrar ligado na reta final". A frase do presidente Paulo Nobre chega a soar como ordem diante dos números do time. Na boa campanha na primeira fase do Campeonato Paulista, o maior defeito do time foi começar os jogos dando brechas aos rivais.

Foi assim na derrota por 2 a 1 para o Santos, domingo passado: o Verdão levou dois gols logo no primeiro tempo e não conseguiu empatar, mesmo melhorando muito depois do intervalo. No jogo único das quartas de final, nesta quinta-feira, contra um Bragantino especializado em se defender, começar perdendo pode ser irremediável.

Dos 13 gols sofridos pelo Palmeiras na competição, dez saíram no primeiro tempo. Na outra derrota da campanha, para o Botafogo-SP, foram três sofridos antes do intervalo: o duelo terminou em 3 a 1. Além disso, o time de Gilson Kleina saiu atrás no placar em oito das 15 partidas que disputou no Estadual. Conseguiu a vitória quatro vezes, perdeu duas e empatou duas - se empatar nesta quinta, decide nos pênaltis.

- Quando entramos nessa nova fase do campeonato, a atenção é redobrada. Não que não estivéssemos atentos antes dessa situação, mas temos de ter uma baita concentração - disse o volante Wesley, que estava ausente nas únicas derrotas e volta de lesão contra o Braga.

O fator positivo é que o Palmeiras tem mostrado grande poder de fogo no segundo tempo. Foram 19 gols marcados depois do intervalo, contra oito no primeiro tempo. O período dos jogos em que mais saem gols alviverdes é a partir dos 30 minutos da etapa final: foram dez bolas na rede dos rivais, sendo que a defesa não foi vazada.

Enquanto o Palmeiras costuma fazer gols nos minutos finais, o Bragantino vacila nestes momentos. Dos 18 gols sofridos pelo clube, 12 foram no segundo tempo e seis nos 15 minutos finais. Marcelo Veiga já alertou:

- Ele mostrou os jogos em que tomamos os gols nos 15 minutos finais. E o Palmeiras tem essa característica. Isso não tem como trabalhar, é mais conversa e atenção redobrada. Ele tem nos alertado. Sempre estamos bem nos jogos e em um determinado momento falta essa atenção – disse o zagueiro Yago, ao LANCE!Net.

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Por que o time consegue marcar mais vezes no fim dos jogos?
Fazemos um trabalho de intensidade alta. No segundo tempo, em que outros times estão diminuindo um pouco a intensidade, conseguimos manter. Tem que exaltar o grupo, e os que estão entrando e mantendo o ritmo de jogo. Conseguem ajudar a fazer a diferença.

É uma estratégia de vocês?
A gente cobra a maior intensidade possível durante o maior tempo possível do jogo. Pedimos para eles entrarem ligados, acesos, porque se não, não adianta. Se entrar desligado, em rotação mais baixa e tomar gol no primeiro tempo, vamos ter que correr atrás no segundo. O jogo todo tentam manter uma intensidade boa, e estão conseguindo fazer a diferença melhor no fim.

De que forma o estilo de trabalho de vocês ajuda?
O trabalho conjunto com o Kleina está sendo muito importante, e a entrega dos atletas. Eles entenderam esta filosofia de trabalho, estão se doando muito. Está sendo o grande diferencial. Todos entram com a mesma pegada. Também conversamos muito com os atletas de que precisa acreditar até o fim, e buscar fazer o gol até o fim.