icons.title signature.placeholder Bruno Braz
11/12/2013
19:08

O Vasco confirmou o recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) dando entrada no final da tarde desta quarta-feira. O clube pretende obter os três pontos da partida contra o Atlético-PR, no último domingo, baseado no artigo 19 do regulamento geral de competições da CBF, que prevê que o jogo só pode ser interrompido por até 60 minutos. A partida ficou paralisada por 71 minutos por conta da briga generalizada que ocorreu entre as torcidas dos dois times na arquibancada da Arena Joinville. Agora, o STJD irá marcar a data do julgamento do recurso.

Outro ponto que será reforçado pelo departamento jurídico cruz-maltino será a falta de segurança no estádio, que culminou no tumulto. Dentro deste contexto, o clube responsabilizará o Atlético-PR.

Durante a manhã desta quarta-feira, a advogada do Vasco, Luciana Lopes, rechaçou o rótulo de "virada de mesa" sobre a ação que o clube move na Justiça.

- Isso não é tentativa de virada de mesa, tapetão... O tribunal foi feito para atender dúvidas e demandas. Se você tem uma dúvida, o direito está do seu lado. Tenho certeza de que quem fala algo desse tipo desconhece a lei. O regulamento é claro e foi descumprido. Acreditamos no STJD - disse ao LANCE!Net.

Luciana Lopes ainda foi além e disse que o Vasco entraria com recurso no STJD mesmo sem a possibilidade da perda de pontos do responsável.

- Ainda que a pena não fosse a da perda de pontos, o Vasco entraria com essa ação, porque o que aconteceu foi um absurdo e alguém tem de ser responsabilizado. Entrariamos com o recurso mesmo se a pena fosse só de multa para que aquele tipo de coisa não volte a acontecer. É uma questão que ultrapassa Série A ou B. Aquilo envolve vidas - destacou.

PRIMEIRO JULGAMENTO É NESTA SEXTA

O departamento jurídico do Vasco ainda trabalha com outra frente, que é a audiência marcada para esta sexta-feira onde o clube, o Atlético-PR e o árbitro da partida Ricardo Marques Ribeiro serão julgados pela confusão na Arena Joinville. No caso do Gigante da Colina, ele foi enquadrado nos artigos 184 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o que pode acarretar em multa e a perda de até dez mandos de campo.

- Na verdade o artigo 213 é um conto de fadas, já que só pune o clube e os verdadeiros responsáveis não são punidos - disse Luciana, se referindo aos vândalos que se envolveram na briga generalizada.