icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
27/06/2014
10:31

Quando teve a confirmação da diretoria de que o São Paulo passaria duas semanas em Orlando (EUA), Muricy Ramalho respirou aliviado  por não ficar sem local para trabalhar na Copa do Mundo e resolveu colocar em prática novas estratégias para fazer o time embalar no segundo semestre. A primeira delas, cobrada com veemência durante as atividades nos Estados Unidos, é a marcação pressão.

- O futebol hoje é assim, não pode deixar jogar. Não pode ir atrás da bola e esperar. O brasileiro tem dificuldade de fazer isso, por isso a minha cobrança é muito forte. Na Copa a gennte vê que não deixam jogar. Deixar pensar é difícil, por isso tem que pressionar, mas isso requer muito treinamento e conversa. Tem que procurar quem faça isso, porque alguns têm dificuldades, mas com treinamento podem melhorar - explicou o treindaor.

Outra arma testada por Muricy no complexo esportivo do Omni Resort foi a variação tática. Nos treinos técnicos e táticos, coletivos e jogos-treino, o comandante são-paulino testou Alan Kardec na vaga de Alexandre Pato, fez Lucas Evangelista virar lateral-esquerdo e até esboçou a equipe com três zagueiros. Na vitória por 11 a 1 com o Ocala PDL, time universitário, Paulo Miranda entrou no lugar de Osvaldo e deu novas possibilidades a Muricy.


- Ano passado a gente atuou muito dessa maneira. Podemos alternar entre linha de quatro ou três atrás para dar segurança aos laterais e centralizar os atacantes em vez de atuar com pontas. Tem que ter variação, não pode jogar de uma maneira só. Tem que testar para o futuro - destacou.

De volta ao Brasil neste sábado, a comissão técnica correrá para definir o planejamento das próximas semanas, mas é provável que o elenco trabalhe pela manhã no gramado do Morumbi e use as dependências do clube social no período da tarde para atividades na piscina e na academia.