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10/11/2013
08:03

Valdivia causou mal-estar na semana passada ao colocar em Gilson Kleina a culpa por não jogar sempre os 90 minutos. O técnico evitou entrar em atrito com o meia, assumiu a responsabilidade e avisou que as constantes substituições fazem parte de um planejamento antilesão, mas deixou-o jogar todo o tempo no empate por 1 a 1 com o Paraná, no fim de semana passado, e na vitória por 3 a 0 sobre o Joinville, nesse sábado. Depois disso, o tom mudou.

- Estou bem, né? Eu sempre falei que o fato de não jogar os 90 era escolha do treinador. Fui falar isso e vocês criaram... Ou me expressei mal ou vocês entenderam o contrário. Minha relação com o Gilson é ótima e eu não poderia cobrar o treinador, jamais cobrei nenhum, tenho carinho por ele. Falei que ele escolhe a hora certa de colocar e tirar, isso que eu falei, embora parte da imprensa colocou que eu estava cobrando - explicou-se, antes de defender a permanência do atual chefe para 2014.

- Isso de treinador medalhão, claro que ajuda, mas hoje em dia é muito mais importante um cara com o respeito do time. Que o time respeite quando ele fala no vestiário. E isso acontece no nosso vestiário. A mesma coisa acontece com jogador. Quando você tem muitos medalhões, às vezes não ganha nada. Outras, sim. Não significa nada. A gente torce que o próximo treinador dê o melhor pelo Palmeiras.

Valdivia teve atuação discreta contra o Paraná, mas destacou-se com duas assistências diante do Joinville e deixou o gramado do Pacaembu ovacionado pela grande maioria da torcida. Ele vai viajar para defender a seleção chilena e não estará no provável jogo do título, terça-feira, contra o Paysandu.

- Nunca tive problema com o Valdivia. O que eu fiz foi ter coerência, ele sabe disso. A gente não tirava o Valdivia para prejudicá-lo. Queríamos preservá-lo, ajudar a equipe. Tanto é que está aí: com um jogador a menos (Leandro foi expulso contra o Joinville), ele prendeu a bola, chamou o jogo. Falo que tem genialidade e provou com a assistência do segundo gol. Eu o entendo, mas temos que manter essa coerência. O jogador tem que ter alegria para jogar, é isso que o torcedor quer - disse Gilson Kleina.