icons.title signature.placeholder Fabricio Crepaldi e Fellipe Lucena
02/11/2013
09:02

O jogo deste sábado, às 16h20, contra o Paraná, no Durival Britto, colocará Valdivia em uma galeria seleta: a dos jogadores que atingiram a marca de 200 jogos com uma só camisa. Mas o próprio meia reconhece que poderia estar em patamar bem maior.

– Fico feliz de atingir essa marca, mas claro que podia ter sido mais. Isso aqui podia ter sido há muito tempo. O que desejo sempre é jogar o máximo que puder – declarou o camisa 10, que acabou gerando um mal-estar com Gilson Kleina por querer atuar mais tempo.

Na quinta-feira, ele mostrou incômodo com o fato de ter feito apenas oito partidas completas em 2013 e disse não ter culpa se o técnico sempre decide tirá-lo antes do fim. Ontem, Kleina respondeu sem criar polêmica, mas lembrou que foi justamente por ser preservado que o Mago reencontrou a regularidade e realizou o desejo de voltar à seleção.

Depois de um primeiro semestre frustrante, quando sofreu com problemas musculares e jogou só nove vezes, o chileno passou a ser severamente monitorado pela comissão técnica. O planejamento antilesão reduziu a carga de treinos e jogos e permitiu que Valdivia participasse de 15 dos 28 jogos do segundo semestre até o momento. Se estiver em três dos seis compromissos restantes da Série B, vai igualar os 19 do segundo semestre de 2010, logo que deixou o Al-Ain (EAU), e do primeiro de 2011, recordes nesta volta ao clube.

– Acho que ele é um jogador especial e, se a gente puder preservá-lo, sempre será pensando nele e na instituição. Prefiro vê-lo menos tempo, mas sempre – comentou Kleina.

Somando suas duas passagens pelo Palmeiras, o Mago foi desfalque em 163 ocasiões. Entre 2006 e 2008, quando conquistou a torcida, jogou 93 vezes (73,2%) e ficou fora 34. Desde 2010, esteve em 106 partidas (45%) e perdeu 129, sendo 104 por lesão.

– Sei que alguns acham que não tenho comprometimento, mas só quem está aqui dentro sabe – falou.


O ano de Valdivia

Primeiro semestre
Meia se reapresentou com quatro dias de atraso para a pré-temporada e sofreu três lesões: tornozelo esquerdo, coxa esquerda e coxa direita. Esta última, mais séria, o deixou fora por 114 dias e o fez ser cortado duas vezes da seleção chilena. Foram só nove jogos, sendo que o clube disputou 34.

Segundo semestre
Gilson Kleina e a comissão técnica do Palmeiras elaboraram um monitoramento especial para evitar lesões. Preservado de treinos e jogos, o Mago tem sofrido menos lesões: foram só duas, uma na coxa direita e uma no joelho esquerdo, ambas leves. Ele disputou 15 dos 28 jogos do time nesta metade do ano e vai aumentar a marca.


Confira quais dos principais clubes do Brasil possuem jogadores no atual elenco que já passaram dos 200 jogos pela equipe:

Palmeiras
O único que passou dos 200 no Verdão é Márcio Araújo, com 247.

Corinthians
No rival, Alessandro jogou 252 vezes e Ralf atuou em 232 partidas.

São Paulo
Dos atletas em ação, Rogério Ceni é quem mais tem jogos por um clube, com 1111. Já Luis Fabiano tem 260.

Santos
Léo tem 454 jogos, Arouca tem 204, e Durval tem 247. Edu Dracena chegará à partida 200 amanhã.

Flamengo
Léo Moura é o único, com 456 jogos.

Botafogo
Jefferson tem 321 partidas no clube.

Fluminense
Gum já chegou aos 214 confrontos.

Vasco
Juninho Pernambucano já tem 390 partidas, somando as passagens.

Cruzeiro
Fábio tem 529 partidas já. É o segundo no Brasil com mais jogos.

Internacional
Também possui três atletas com mais de 200: Kleber, com 225, Índio, com 380, e D‘Alessandro, com 244.