icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
01/07/2014
07:58

Principal arma da Suíça para surpreender a Argentina, nesta terça, na Arena Corinthians, o meia-atacante Xherdan Shaqiri não nasceu no país e, se hoje veste vermelho, é graças à guerra. Astro do Bayern de Munique (ALE) aos 22 anos, ele nasceu no Kosovo, mas com apenas um ano deixou o país com sua mãe e mais dois irmãos para fugir dos conflitos civis, que viriam a se intensificar anos depois na região.

Apesar de ter deixado a província sérvia de maioria étnica albanesa muito novo, Shaqiri não esquece suas raízes. Nas chuteiras dele estão as bandeiras da Suíça e do Kosovo, as quais ele costuma exibir também nas comemorações de títulos. No passado, também já afirmou que jogaria pela equipe de onde nasceu se ela fosse reconhecida pela Fifa. Em 2008, o Kosovo se declarou independente da Sérvia, mas diversos países e a entidade máxima do futebol não o reconhecem como uma república.

Shaqiri, porém, não é o único jogador não nascido na Suíça a defender a seleção. O camisa 10 Xhaka tem origem albanesa, o volante Inler, turca...15 dos 23 convocados para a Copa migraram para o país na infância.

Independentemente da origem, Shaqiri é um ídolo do futebol suíço e tratado como joia desde jovem, como conta Pedro Ivo, brasileiro que atuou com ele no Basel (SUI).

– Aos 16 anos, ele era um dos poucos garotos do elenco a ter um contrato profissional. Ele era ótimo, mas nós, companheiros dele, não tínhamos ideia que logo chegaria tão longe – contou, ao LANCE!Net.


Shaqiri celebra mais um gol da Suíça sobre Honduras (Foto: Anne Christine Poujoulat/AFP)

A altura – apenas 1,69m – faz Shaqiri ser comparado até com Maradona, mas o estilo vaidoso lembra outro craque: Cristiano Ronaldo. O meia gosta de fazer caras e bocas e exibir o corpo musculoso em fotos nas redes sociais. Quem o conhece descreve um garoto divertido, brincalhão e que ama o futebol.

– É um meninão! – disse Pedro.

Nesta terça, diante do ídolo Messi, o menino Shaqiri terá de jogar como gente grande para fazer história.