icons.title signature.placeholder Marcio Porto
06/06/2014
19:50

A Seleção Brasileira de Luiz Felipe Scolari vai para a Copa do Mundo sem poder reclamar de falta de apoio. Os brasileiros, definitivamente, têm mostrado que estão com o time em busca do hexa. Até a paulistana, historicamente a mais ranzinza das torcidas, provou nesta sexta-feira, em amistoso contra a Sérvia, que deve jogar a favor no Mundial – São Paulo será o palco da estreia, na quinta-feira, vale lembrar, na Arena Corinthians, contra a Croácia.

O clima vindo das arquibancadas do Morumbi foi totalmente diferente do recebido pela Seleção no mesmo palco, no dia 7 de setembro de 2012, contra a África do Sul, última partida na cidade até então. Ainda sob o comando de Mano Menezes, a Seleção foi vaiada, o técnico chamado de burro e Neymar, nosso astro, pego pra cristo.

Neymar, aliás, merece um capítulo à parte. Se no geral os presentes apoiaram a Seleção, foram tolerantes ao extremo com o atacante, mesmo em seus excessos.

Como já tinha feito em Goiânia, contra o Panamá, Neymar abusou das jogadas na vertical, individualmente, e nem por isso foi vaiado ou sofreu qualquer hostilização. Cenário bem diferente daquele 7 de setembro, em que saiu de campo vaiado e chamado de pipoqueiro.

Sinal dos tempos? Ou do fato de Neymar não está mais com a imagem tão vinculada ao Santos, do qual saiu em maio de 2013 em transferência polêmica para o Barcelona (ESP), cujos valores foram questionados na Justiça e trouxeram ônus ao clube espanhol.

Porque, naturalmente, boa parte da torcida presente no Morumbi era formada por são-paulinos. Como saber? Basta ver os pedidos de “Luis Fabiano”, já no segundo tempo e com a Seleção pouco produtiva. Fred, que não é bobo nem nada, respondeu na sequência com o gol.

Antes, o time foi vaiado, sim. Mas detalhe: só quando o árbitro apitou o fim do primeiro tempo. A manifestação soou como um aviso: não gostamos! Pois com a bola rolando, foi só apoio, mesmo com os tímidos gritos de “Brasil”. Justo.

De tímidos quem não tinha nada eram os jornalistas da Sérvia. Dvidindo bancada com os brasileiros, os profissionais não se intimidaram e foram atração em cada lance de perigo dos visitantes. A Sérvia volta pra casa amparada.

Como está o Brasil.