icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci
09/04/2014
08:05

Precoce, Bruno Uvini foi jogar na Europa aos 21 anos e teve poucas chances no exterior. Sem espaço no Tottenham (ING), clube no qual fez experiência, no Napoli (ITA), pelo qual foi contratado, e no Siena (ITA), para onde foi emprestado, ele não realizou sequer cinco partidas no Velho Continente. Porém, dois anos depois, o zagueiro chega ao Santos dizendo-se melhor e mais experiente, apesar de ainda ser jovem.

As poucas chances de atuar nos últimos tempos, aliás, fizeram o técnico Oswaldo de Oliveira dizer que não conhece o reforço santista. A declaração, contudo, foi compreendida por Bruno Uvini, que não vê a hora de se “apresentar” ao comandante.

– Todos me receberam bem, inclusive o Oswaldo. É normal ele não me conhecer, saí jovem. Se não me engano, quando ele voltou do Japão eu estava indo à Europa. O presente é importante. Ele me conhecer não mudaria em nada – disse, ao LANCE!Net.

Apesar das poucas chances no Velho Continente, Uvini diz não ter se arrependido de ter deixado o Brasil muito cedo. O zagueiro prefere exaltar o aprendizado profissional e cultural que teve no exterior.

– Volto melhor. Não só por ter ficado mais experiente, mas por ter aprendido muito. A cabeça abre, você conhece novos estilos de jogar também. Tive a experiência de ficar no futebol inglês por pouco tempo e cresci bastante na Itália. Lá, eles priorizam muito parte tática, você vê vídeos, tem treinos específicos, ganha uma leitura de jogo, o que é importante para zagueiros – falou.

Formado na base do São Paulo, o atleta chega para suprir a carência de defensores do Peixe, que perdeu Edu Dracena e Gustavo Henrique por lesões neste começo de ano.

Bate-Bola com Bruno Uvini, zagueiro do Santos, em entrevista ao LANCE!Net

À Santos TV, você disse que fechar com o Peixe foi a melhor coisa que poderia te acontecer. Por que?
Principalmente porque voltar ao Brasil não é demérito, tanto que muitos jogadores de peso retornaram. Além disso, desde janeiro queria jogar no Santos. Quando me passaram a mentalidade do clube, me interessei muito. E outra que estarei perto da família, sou de São Paulo.

Atualmente, o clube conta com os titulares Neto e David Braz, além do Jubal. Você chega para ser titular?
Não vai ser fácil, esses jogadores tem méritos, levaram o Santos até a final do Paulista. Mas a concorrência é boa, mantém todos motivados.

Para quem não te conhece, assim como o Oswaldo, apresente-se, por favor. Como é seu estilo?
Na base jogava pela esquerda, mas quando subi fui para a direita, pois havia zagueiros canhotos. Na Itália, treinei até na lateral, como um zagueiro pela direita. Saio jogando quando dá, mas, se for preciso, também dou bicão. Procuro ter equilíbrio e uma boa leitura de jogo. O importante é estar atuando.

Quando não houve acerto com o Santos em janeiro, achou que poderia parar no clube depois, como aconteceu?
Em janeiro ficou muito próximo de concluir. Desde então fiquei com isso na cabeça. Quando não concluiu, não foi dito que era 100% encerrado... E, agora, quando retomou, foi para matar, fechar a negociação. Sempre mantive a esperança e fiquei acompanhando o Santos à distância para ficar por dentro do time.

Se arrepende de ter ido tão jovem à Europa?
Sinceramente, foi bom. Não me arrependo de nada, tudo que aprendi e vivi foi graças a essas decisões. Tinha opção de continuar no Brasil, mas alimentava essa curiosifdade de ir para lá. Apesar de não ter feito muitos jogos, aprendi muito, no pessoal e no profissional.