icons.title signature.placeholder Thiago Correia
27/06/2014
16:25

Já são 64 anos de Maracanazo, a fatídica final em que o Brasil perdeu para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950. E neste sábado, a Celeste volta a pisar no Maracanã pelo torneio. Do outro lado não vai estar a equipe que foi vice, mas sim a Colômbia. Durante esse tempo, a seleção voltou ao estádio algumas vezes. Mas ao contrário do que aconteceu na primeira vez, as lembranças não são tão boas. Dois jogos são mais marcantes. As partidas decisivas da Copa América de 1989 e das Eliminatórias de 1994.

Mauro Galvão, que estava no jogo contra a Celeste no quadrangular final da Copa América - quem vencesse ficava com o título -, lembra que havia o fantasma naquela altura. O ex-zagueiro lembra que a vitória do Brasil por 1 a 0, gol de Romário, evitou que um tabu fosse criado.

- Sempre fica o fantasma. Se perde o jogo, vira já um tabu, o Brasil viraria freguês. E eles pensam dessa forma, é só ver na rua eles aparecendo com fantasma. Para eles é um acontecimento. Sempre que a gente joga com o Uruguai vai ter isso. Naquele momento, para nós, era importante ganhar o jogo e ser campeão, para que nao virasse um tabu. Aquele jogo de 1993 ajudou ainda mais a acabar com isso - disse o atual coordenador das categorias de base do Vasco ao LANCE!Net, referindo-se ao jogo das Eliminatórias para a Copa de 1994, com novo show de Romário.

Mauro Galvão, que conhece aquela seleção do Uruguai de 1989 de perto, e vê a atual, aponta que a garra da equipe permanece a mesma. Para ele, se o Brasil vier a cruzar com a Celeste nas quartas de final, precisa respeitar bastante isso. Falou ainda sobre a punição a Suárez, que não vai poder mais jogar nesta Copa.

- O principal naquela época era a questão de abrir os olhos de como um clima assim poderia afetar. Foi mais isso. Hoje é outra situação, outros atletas, muita coisa mudou. O que não mudou é que é sempre um time dificil, um time guerreiro, que tem qualidade. Suárez é o principal atacante deles. É a maior competição que tem no futebol, as pessoas aguardam alguma coisa. Infelizmente a parte técnica perde muito, vamos perder um jogador interessante, mas é a terceira vez - disse.

O ex-zagueiro de clubes como Vasco, Internacional, Botafogo e Grêmio falou também sobre a Seleção Brasileira e os zagueiros. Para ele, a dupla formada por Thiago Silva e David Luiz é muito boa, mas precisa prestar atenção em um sentido.

- A zaga está muito bem, os dois zagueiros estão bem, fazem boa leitura de jogo, cobertura... Contra Camarões, achei que deu muitas oportunidades, ainda mais pela fragilidade do adversário. Na Copa, o espaço é mínimo, e demos espaço para eles armarem jogadas perigosas. Por sorte a seleção deles não é forte e não tirou proveito. Copa tem que jogar no limite, foi assim que ganhamos a Copa das Confederações, mas agora é diferente - conclui Galvão.