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03/07/2014
09:45

A boa participação, nesta Copa do Mundo, de países de pouca tradição no futebol tem explicação: a presença em grande número de jogadores de diversas nacionalidades nos principais campeonatos do planeta. Esta é a tese defendida pelo professor de futebol da Unesp em Bauru, Julio Wilson dos Santos. O acadêmico acredita que a experiência destes jogadores em grandes centros causa maior nivelamento neste Mundial.

- O que ocorreu na Copa, acredito que não seja por acaso. Dentro outros fatores, existe a globalização que ocorreu no futebol. Hoje, a gente tem, principalmente na Europa, onde estão os clubes mais ricos, uma globalização dos jogadores. A grande parte dos jogadores que a gente vê nestas seleções não joga em seus próprios países. E isso faz com que haja certo nivelamento. Nós temos seleções que têm jogadores compatíveis com as grandes equipes, de mais tradição - disse.

A Colômbia, de James Rodriguez, também está nas quartas (Foto: Paulo Sergio/LANCE!Press)

Dos Santos também acredita que este bom papel de seleções "menores" ajuda a difundir a ideia de que "o futebol está no mundo todo". O professor também afirmou que o conhecimentos adquirido pelos jogadores fora do país acaba sendo tranferido para as próprias seleções.

- Essa grande surpresa que está acontecendo na Copa, acho que é um ponto marcante no futebol mundial. A gente começa a deslumbrar que o futebol está no mundo todo. Os países, independentemente de tamanho ou poder econômico, estão conseguindo um nível de excelência para se equipararem com as grandes potências do futebol, como Brasil, Argentina e Alemanha, por exemplo.