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03/06/2014
18:13

Carlos Alberto Anaruma, biomédico da Unesp, parceira do LANCE!, comentou sobre as medidas tomadas pela Fifa para combater o doping na Copa do Mundo. Apesar dos poucos casos registrados em mundiais, a atenção da entidade máxima do futebol sobre esse assunto aumenta cada vez mais.

- Esse ano, a partir desse campeonato mundial, implantou-se um exame chamado de passaporte biológico. Antes da competição, o atleta já é testado. Então a Fifa já tem o perfil bioquímico do sangue desse atleta e ele vai acompanhando esse perfil nos exames sucessivos que esse atleta vai fazer durante a competição - comentou o especialista.

O último caso registrado de doping em Copas do Mundo é do craque argentino Diego Maradona. De acordo com Carlos Alberto, existe no esporte, de uma forma geral, uma ética entre os atletas, para que todos estejam iguais, o que evita que esses casos voltem a se repetir.

- No futebol, a problemática do doping não é tão evidente, mas o teste é sempre feito por causa de uma ética que tem no esporte. O esporte é saúde e pela justiça de se estar competindo entre iguais. O antidoping serve pra precaução e pra educação dos atletas - analisou o biomédico.

Diferentemente dos anos anteriores, os exames não serão feitos no país sede. O LADETEC, laboratório vinculado a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi descredenciado pela agência mundial antidoping e os exames realizados durante o mundial serão enviados imediatamente à Suiça para análise.

- Nós estávamos credenciando um laboratório aqui no Brasil, o LADETEC, mas por algum problema ele perdeu o credenciamento, então essas amostrar que serão colhidas durante o campeonato serão enviadas imediatamente para a Suiça - finalizou.