icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Maurício Oliveira e Thiago Salata
08/07/2014
09:04

A disputa por uma vaga na final da Copa do Mundo reservou um reencontro entre dois personagens que estiveram na decisão do Mundial de 2002. Luiz Felipe Scolari e Klose são os únicos remanescentes do jogo vencido pela Seleção por 2 a 0 e, 12 anos depois, voltam a se enfrentar.

A despeito das boas lembranças, Felipão não se vê em vantagem em um confronto pessoal contra os alemães. O jogo de hoje no Mineirão poderá diminuir os resultados adversos quando ele enfrentou os alemães no comando de Portugal.

– Nós ganhamos em 2002, mas eu perdi em 2008 (quartas de final na Euro) com Portugal. Perdi também terceiro e quarto em 2006 na Alemanha. Tenho duas derrotas e uma vitória. Para igualar, tem de ganhar agora – ressaltou o técnico.

Semifinal à parte, o técnico brasileiro e o atacante alemão buscam mais do que o título da Copa. Com recordes atingidos antes mesmo dessa fase, eles podem aumentar os feitos pessoais até o próximo domingo.

Felipão, contra a Colômbia, tornou-se o técnico brasileiro com maior número de vitórias em Copas. Ele superou Zagallo, que tinha 13. O detalhe é que o atual comandante acumula quatro triunfos dirigindo Portugal, em 2006. O Velho Lobo, por sua vez, obteve todos os resultados positivos somente à frente da Seleção em 20 jogos. À frente de Zagallo, Luiz Felipe Scolari pode também tornar-se o primeiro técnico bicampeão com o Brasil em um Mundial.

No caso de Klose, ele conseguiu marcar os mesmos 15 gols anotados por Ronaldo em Copas, dividindo com o Fenômeno, neste momento, o posto de maior goleador na história do Mundial. O atacante, que tornou-se titular durante a competição, tem ao menos o jogo de hoje no Mineirão para tentar ultrapassar o ex-atacante do Brasil, justamente o carrasco naquela derrota da final.

A trajetória do alemão teve início em 2002 e o gol sobre a Gana, além de colocá-lo ao lado de Ronaldo, fez com que Klose tornasse o terceiro jogador a balançar redes em quatro Copas diferentes. Tal feito, até então, havia sido conquistado somente por Pelé e pelo compatriota do alemão, Uwe Seeler.

Aos 36 anos, Klose, que já anunciou que a Copa do Brasil será a última da carreira, terá a chance de tripudiar a Seleção em pleno Mineirão. Em detrimento dos recordes, ele prioriza a o título, que ainda não foi conquistado.

– Para mim, o importante é que vençamos a semifinal e avancemos à decisão – garantiu o atacante.


FELIPÃO PÓS 2002

2006
Depois de vencer a Alemanha de Klose, Felipão retornava ao Mundial, desta vez, à frente de Portugal. Quis o destino que novamente os alemães estivessem no caminho do técnico. Desta vez, o técnico pegou a seleção alemã na disputa de terceiro e quarto lugar. Na semifinal, os portugueses foram superados pela França.

2010
Fora dos holofotes do Mundial na África do Sul, Felipão dava continuidade ao trabalho em clubes. No comando do Bunyodkor, do Uzbequistão, ensaiava a volta ao futebol brasileiro. Depois do término da Copa, o técnico acertou com o Palmeiras, onde ficou até setembro de 2012.

KLOSE PÓS 2002

2006
Depois de estrear em Copas no torneio anterior, Klose voltava a disputar um Mundial pela Alemanha. Com cinco gols anotados, o atacante recebeu o prêmio de artilheiro da Copa da Alemanha. A seleção alemã terminou na terceira colocação.

2010
Klose iniciava o Mundial da África do Sul com dez gols, cinco atrás de Ronaldo, que estava fora. Nesse torneio, acabou marcando quatro, mas foi desbancado na artilharia por outros quatro jogadores, entre eles o compatriota Thomas Müller.