icons.title signature.placeholder Carlos Alberto Vieira
25/06/2014
07:09




O treinador Ottmar Hitzfeld poderá estar fazendo hoje, na Arena da Amazônia, o seu último jogo no comando de uma equipe de futebol. Dono de um currículo que impõe respeito, com dois títulos da Liga dos Campeões e várias Bundesligas no comando de Bayern de Munique e de Dortmund, este senhor alemão de 65 anos que chegou a defender a seleção olímpica da Alemanha na Olimpíada de Munique mas nunca obteve como jogador o mesmo sucesso como técnico - foi escolhido o melhor do mundo em duas oportunidades, 1997 e 2001 - está prestes a se aposentar.  Mas quando perguntado sobre como se sente nesta possível despedida, ele corta, secamente:
- Não vou pensar nisso. Temos boa chance de classificação. Deixa terminar a participação da minha seleção.

Ottmar é um treinador sisudo, de poucas palavras, desses que desmontam qualquer jornalista.

- Por favor, poderia fazer uma análise... perguntou um  repórter tentando tirar alguma coisa fora da pasteurizada entrevista coletiva.

- Não. Já falei com os senhores. E só converso em Alemão - foi a resposta.

Outro buscou, durante a sua pergunta, fazer um paralelo entre a atuação contra o Equador e a pane que o time teve contra a França.
- Não falo sobre o jogo da França, passou. Agora é só Honduras - disse.

Ottmar é muito sisudo. Te olha no olho, mostra educação, mas é um dos treinadores mais secos que há. Nada de sorrisinho ou intimidades. Profissional e pronto. Não perde tempo. Uma pergunta mais longa e a resposta foi: "Você perguntou e já respondeu."

ìdolo na Suíça, onde foi jogador em diversos clubes e encerrou a carreira no Luzern, Ottmar está no comando da seleção desde 2008 e acha que já deu o que tinha de dar. Caso a sua seleção seja mais uma europeia a morrer na fase de grupos da Copa no Brasil, ele certamente será perguntado sobre o seu futuro. Talvez aí este senhor de palavras controlados se deixe levar pela emoção.