icons.title signature.placeholder Gabriela Abrunheiro e Bruno Andrade
17/03/2014
17:29

Durante o encontro do Bom Senso FC nesta segunda-feira que debatia a questão do fair play financeiro, o goleiro Fernando Prass, do Palmeiras e o goleiro Roberto, da Ponte Preta, admitiram que num primeiro momento é aceitável a baixa nos salários dos jogadores.  Vale lembrar que o Movimento propôs a criação de uma entidade reguladora para evitar que os clubes de futebol gastem mais do que conseguem arrecadar. Para os jogadores, os benefícios virão a longo prazo. 

- Num primeiro momento, sim, haverá diminuição. Mas para melhorar o futebol brasileiro todo mundo têm que fazer sacrificios - disse o goleiro palmeirense, que acredita que a redução seja a curto prazo.

- O salário quem dita não é o jogador, é o mercado. A produtividade também é o mercado quem vai definir. Tendo clubes com gestões mais equilibradas, futuramente você vai ter ganhos maiores. Uma empresa organizada paga melhor - disse o goleiro palmeirense.

Já para o pontepretando Roberto, os clubes precisam se acostumar a não gastarem mais do que arrecadam.

- O que não queremos é que um clube que arrecada um milhão faça um orçamento de um milhão e meio. É questão de adequação, de gastar aquilo que você arrecada e não mais. Num clube sempre vai existir variação de salário, mas isso também já é da produtividade de cada jogador. Cada um recebe pela história, pelas conquistas que têm - disse o jogador.

A proposta de criar um órgão que regule, sobretudo, os gastos dos clubes foi apresentada em primeira mão para a imprensa. Agora, os jogadores esperam uma oportunidade de apresentá-la oficialmente para Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A ideia principal é que isso se instaure até 2016.

Bom Senso apresenta novas propostas para o futebol brasileiro