icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
12/04/2014
15:44

Há quase quatro anos, Paulo Henrique Ganso ouvia do técnico Dunga que integraria uma lista de espera para a Copa do Mundo de 2010. Torcida e imprensa pressionavam o treinador para incluir o meia e Neymar na Seleção Brasileira que viajaria à África do Sul, mas a dupla ficou fora. Ficou para o futuro. Já em 2014, Neymar assumiu o protagonismo e o número 10, enquanto Ganso perdeu a camisa e as esperanças de participar do Mundial no Brasil.

- Naquela época a gente sabia que seria muito difícil, porque o grupo já estava fechado. Vinham jogando muito tempo juntos. Todo mundo vinha pedindo meu nome, então ficava feliz com o clamor da torcida. Foi uma coisa que passou, mesmo com a expectativa grande que senti. Já hoje o que sinto é tristeza - declarou o armador ao LANCE!Net.

O sentimento, segundo Ganso, foi intensificado pelas graves lesões que encarou nos tempos de Santos. Pelo São Paulo, o Maestro conseguiu se recuperar fisicamente, mas viu concorrentes como Oscar e Willian, ambos do Chelsea (ING), conquistarem o técnico Luiz Felipe Scolari. O camisa 10 tricolor, no entanto, garante que sua história com o time canarinho ainda não acabou e se inspira em Ronaldo Fenômeno para apagar os dramas provocados por lesões e brilhar pelo Brasil.

- Perdi um ano machucado, voltei e tive outras lesões. Outros jogadores vão aparecendo e ganhando oportunidades, aproveitando. A tristeza é maior por ser uma Copa no Brasil. Sou jovem, tenho muita coisa para conquistar e tem 2018 na Rússia aí. Me espelho no Ronaldo, que machucou e depois voltou para decidir em 2002. Tantos outros craques tiveram paradas e voltaram melhores ainda - projetou.

Ganso acredita que São Paulo pode ser campeão do Brasileiro