icons.title signature.placeholder Miguel Calderón, do Al Día
09/07/2014
15:51

A espera valeu a pena. A demora de mais de seis horas de pé, a fome, o sol, nada importou no final. O país se tingiu de branco, azul e vermelho e as ruas de San José foram à loucura total desde o raiar do dia até o fim da noite.

Nunca nós, "ticos", tínhamos esperado tanto por um momento como o de terça-feira. Foi único, inesquecível. Foi um dia para nunca esquecer, onde a torcida nacional expressou todo orgulho e agradecimento a nossos jogadores.

Desde a festa no avião, passando pelo desfile em carreata pela General Cañas, até o ponto de encontro no Paseo Colón foram vistas lágrimas, gritos e aplausos. Entre gritos como "Obrigado por mudar o conto da Cinderela" e um apelo para o técnico Jorge Luis Pinto: "No se va", os costarriquenhos também deram tudo de si na celebração.

Torcedores não se preocuparam por estar desde as 7h esperando a Tricolor, e nem se mostraram impacientes com o atraso dos atletas. A energia com que eles partiram da Ciudad Neily na madrugada foi a mesma que utilizaram para cantar e dançar quando Cristian Bolaños montou o baile, desta vez no palco, e não no campo.

O êxtase chegou às 19h34, com o anúncio dos jogadores que iriam entrar no palco O anúncio que todos os atletas estavam na coxia enlouqueceu os "ticos". Quando a equipe entrou em cena, o país vibrou, chorou, aplaudiu y cantou o Hino Nacional como nunca antes na vida.

No papel de animador, Celso Borges chamou as atenções do show, assim como fez durante cada partida do Mundial. Yeltsin e Patrick dançaram da mesma forma que na vitória contra a Itália.

Joel Campbell fez seu tradicional gesto de soldado. Afinal, serviu ao país como se fosse um herói. Nvas mostrou seus dois troféus de melhor jogador da partida, enquanto Pinto deu todo o mérito aos seus pupilos. Nossos campeões estão de volta.