icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
10/11/2013
15:28

Dizem que a vingança é um prato que se come frio. E, no que depender de três dos principais personagens do Corinthians, esse velho ditado fará sentido, mesmo na tradicionalmente quente cidade de Araraquara. Para Emerson, Renato Augusto e o técnico Tite, vencer neste domingo, a partir das 19h30 (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net), na Arena Fonte Luminosa, será especial. Além de deixar o Timão praticamente livre do rebaixamento, deixará a situação dos cariocas ainda pior na tabela do Brasileirão – neste momento, é o primeiro fora da zona da degola.

Esse sentimento do trio não está relacionado à atualidade, e sim ao passado. Cada um com seu motivo, mas todos com o Tricolor como um alvo pra lá de especial. Deixar o algoz de outrora em situação ruim.

A começar por Emerson, expulso pela diretoria do Fluminense durante a disputa da Libertadores-11. Acusado de ter cantado uma música que lembrava o rival Flamengo, foi obrigado a voltar de Buenos Aires (ARG) antes dos demais jogadores. A saída, então, foi inevitável. Destino? O Corinthians, onde foi multicampeão.

– Há um ano atrás, me tiraram de um lugar por uma coisa que eu não fiz. Vocês erraram comigo, e hoje eu sou campeão da Libertadores – desabafou Sheik, minutos depois do apito final que confirmou o título corintiano, em julho do ano passado.

Tite é outro que tem o Fluminense entalado na garganta. Recém-chegado ao Corinthians, com a missão de conquistar o título do Brasileirão-10 a oito rodadas do fim, acusou o Flu de ter sido beneficiado por jogos com menos dificuldade diante de São Paulo e Palmeiras que foram pressionados por suas torcidas, pela forte rivalidade, para não ganharem.

Já Renato Augusto, que jogava no Flamengo antes de ir para Alemanha, sempre enxergará o rival desta tarde como a chance de um clássico.

– Tem um sabor especial pelo lance do Fla-Flu – afirmou o camisa 8 ao L!, antes do confronto do primeiro turno, disputado no Maracanã.

Outros com relação estreita com o rival

Gil
Nascido em Campos dos Goytacazes (RJ), o zagueiro não quis revelar o time na infância, mas enalteceu o desejo de ganhar do Fluminense em Araraquara. “Foi meu rival... Mas eu não tinha muita paixão. Não torcia para ninguém. Meu pai era Flamengo, mas eu nem ligava”, brincou o defensor, deixando no ar que era rubro-negro e torcia contra o Flu.

Danilo e Alessandro
Assim como Tite, que assumiu quando faltavam oito rodadas para o término do Brasileirão-10, a dupla brigou com o Fluminense pelo título até a última rodada. Os dois remanescentes jamais engoliram a facilidade que os cariocas tiveram contra Palmeiras e São Paulo.

Andrés Sanchez
Em 2008, na premiação do Brasileirão, o então presidente do Timão subiu ao palco e, no discurso, cutucou o Fluminense ao lembrar que teve time que não disputou a Série B (em 99, cariocas pularam da 3 para a 1 divisão). Torcedores do Flu que estavam no teatro vaiaram e xingaram.

BATE-BOLA

Tite, técnico do Corinthians

‘É manter o desempenho dos últimos dois jogos’

O que dá confiança de que sua equipe voltará a vencer no BR-13?
Se manter o desempenho dos últimos dois jogos, está perto de vencer. Tem que transformar o número de oportunidades que tivemos em gols, com precisão maior e sem ansiedade. A equipe teve pegada, competiu, criou, agora tem que transformar em resultado. Se travar a parte de cima e vencer, vai ficar tudo achatado. Se vencermos, passamos para outro estágio (de possibilidade de classificação para a Libertadores por meio do G5).

Você ainda pensa em Libertadores em 2014? Chance é muito pequena...
Estamos num momento muito importante. Dignidade de saber que queria estar em situação melhor, brigando por Llibertadores, tem de ser sincero. Estamos em situação que precisa de pontos pra brigar matematicamente por alguma coisa.

E a renovação de seu contrato?
Combinamos com a direção que estamos em um momento importante, de entrar nessa zona de segurança. A partir do momento que estabelecermos essa pontuação, podemos redirecionar. Enquanto isso, não vai ter comentário de minha parte. Combinamos esse projeto com o que é melhor para o Corinthians. Sei que vocês têm bastante pauta, mas eu volto a repetir: não é o que seja importante para mim. Tenho que ver o que é importante para o Corinthians, dentro daquilo que planejamos. O primeiro passo é chegar nesses pontos (para fugir da Série B), a partir daí começamos a ver as possibilidades que existem. A decisão será do Corinthians.