icons.title signature.placeholder Marcello Vieira
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23/07/2013
10:11

Como já é tradição nos grandes momentos do Fluminense, a torcida tricolor preparou um mosaico para comemorar o retorno ao Maracanã, no último domingo. A mensagem mostrada no painel verde, branco e grená, com os dizeres "É o destino", fez alusão a uma música provocativa ao Vasco. Entretanto, o que parecia uma situação de rotina nas arquibancadas do estádio, não passou de um grande improviso em decorrência de uma proibição.

O LANCE!Net apurou que o planejamento inicial dos organizadores da festa era que o mosaico tivesse as inscrições "Nossa casa, nosso lugar", uma referência clara à conquista da entrada fixa no estádio - exigência da diretoria na negociação para ser um clube âncora do Maraca pelos próximos 35 anos - e que incomodou ao Vasco, que pleiteava um direito histórico adquirido de ficar no local recém-cedido ao Fluminense, uma vez que se instalara ali até as obras para a Copa das Confederações. A argumentação do Cruz-maltino também era baseada em questões de segurança, tese rechaçada pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), que revelou preferir a nova configuração.


O Fluminense manteve posição firme, assegurou seus direitos contratuais, mas também fez concessões. Uma delas foi justamente que a frase do mosaico não servisse para acirrar ainda mais os ânimos dos rivais depois da disputa ocorrida nos bastidores. Satisfeito com as vitórias políticas e a manutenção dos desejos prioritários, o Tricolor acatou a sugestão que partiu do Consórcio Maracanã S.A., em acordo com Vasco, Ferj, e um oficial do Gepe que esteva presente na reunião ocorrida na sede da Federação. Outra demanda reprimida da diretoria do Flu consistia em algumas ações de marketing que não puderam ser realizadas no jogo de domingo.

Procurado pelo L!Net, o tenente-coronel e comandante do Gepe, João Fiorentini, que estava de folga no dia e não participou do encontro, disse que não faria oposição à mensagem por entender que o Vasco possui o seu palco, em São Januário, e os tricolores poderiam fazer a exaltação que quisessem. Fiorentini ainda salientou que toda e qualquer decisão nesse sentido deveria necessariamente passar por seu crivo e que não via problemas para a segurança dos torcedores no mosaico inicialmente sugerido. Dessa forma, a decisão tomada pelos clubes teve caráter majoritariamente político.

Por fim, a torcida se viu na necessidade de alterar o planejamento. A frase "É o destino" dividiu opiniões e vem sendo bastante criticada nas redes sociais da internet, assim como o DJ no intervalo, os locutores durante o jogo e uma consequente limitação à espontaneidade das torcidas, que fere a condição hegemônica e cultural de principais agentes do espetáculo.

Como já é tradição nos grandes momentos do Fluminense, a torcida tricolor preparou um mosaico para comemorar o retorno ao Maracanã, no último domingo. A mensagem mostrada no painel verde, branco e grená, com os dizeres "É o destino", fez alusão a uma música provocativa ao Vasco. Entretanto, o que parecia uma situação de rotina nas arquibancadas do estádio, não passou de um grande improviso em decorrência de uma proibição.

O LANCE!Net apurou que o planejamento inicial dos organizadores da festa era que o mosaico tivesse as inscrições "Nossa casa, nosso lugar", uma referência clara à conquista da entrada fixa no estádio - exigência da diretoria na negociação para ser um clube âncora do Maraca pelos próximos 35 anos - e que incomodou ao Vasco, que pleiteava um direito histórico adquirido de ficar no local recém-cedido ao Fluminense, uma vez que se instalara ali até as obras para a Copa das Confederações. A argumentação do Cruz-maltino também era baseada em questões de segurança, tese rechaçada pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), que revelou preferir a nova configuração.


O Fluminense manteve posição firme, assegurou seus direitos contratuais, mas também fez concessões. Uma delas foi justamente que a frase do mosaico não servisse para acirrar ainda mais os ânimos dos rivais depois da disputa ocorrida nos bastidores. Satisfeito com as vitórias políticas e a manutenção dos desejos prioritários, o Tricolor acatou a sugestão que partiu do Consórcio Maracanã S.A., em acordo com Vasco, Ferj, e um oficial do Gepe que esteva presente na reunião ocorrida na sede da Federação. Outra demanda reprimida da diretoria do Flu consistia em algumas ações de marketing que não puderam ser realizadas no jogo de domingo.

Procurado pelo L!Net, o tenente-coronel e comandante do Gepe, João Fiorentini, que estava de folga no dia e não participou do encontro, disse que não faria oposição à mensagem por entender que o Vasco possui o seu palco, em São Januário, e os tricolores poderiam fazer a exaltação que quisessem. Fiorentini ainda salientou que toda e qualquer decisão nesse sentido deveria necessariamente passar por seu crivo e que não via problemas para a segurança dos torcedores no mosaico inicialmente sugerido. Dessa forma, a decisão tomada pelos clubes teve caráter majoritariamente político.

Por fim, a torcida se viu na necessidade de alterar o planejamento. A frase "É o destino" dividiu opiniões e vem sendo bastante criticada nas redes sociais da internet, assim como o DJ no intervalo, os locutores durante o jogo e uma consequente limitação à espontaneidade das torcidas, que fere a condição hegemônica e cultural de principais agentes do espetáculo.