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22/02/2015
13:38

Mesmo com uma divisão das mais justas da verba que vem de televisão, e um novo contrato bilionário, há uma boa parte da torcida na Inglaterra com uma insatisfação já longa: preço dos ingressos. No jogo deste sábado entre Crystal Palace e Arsenal, no Selhust Park, em Londres, a torcida do time da casa reclamou com algumas faixas bastante simbólicas.

Nela, há um porco em terno e gravato comendo dinheiro, e ao lado o logotipo da Premier League, mas escrito Premier Greed (ganância). Embaixo faixas dizendo: Com 5 bilhões de libras (cerca de R$ 22 bilhões, referentes ao contrato de TV para três anos que começa a vigorar em 2016) no bolso os torcedores ainda sendo explorados. Dividam a riqueza, porcos.

Não trata-se diretamente do dinheiro que é redirecionado ao clube. Em 2013/14, por exemplo, o Liverpool foi o clube que mais arrecadou, com 117 milhões de euros (R$ 382 milhões), enquanto o Crystal Palace ficou em 13º da lista, garantindo 87,8 milhões (R$ 286 milhões). Distância muito menor do que os 140 milhões de euros (R$ 457 milhões) Real Madrid e Barcelona, líderes da lista na Espanha, em relação aos 42 milhões de euros (R$ 137 milhões) Atlético de Madrid, que foi o campeão nacional. Mas sim do abuso na bilheteria, o que já foi condenado por diversos astros e até ex-jogadores da Premier League.

No Selhust Park, os ingressos mudam de preços dependendo do adversário. Na partida contra o Arsenal, por exemplo, um "jogo A", o ingresso mais barato foi de 45 libras (R$ 198).

A rede BBC faz um estudo anualmente para determinar a variação dos preços dos ingressos, e a conclusão é de que a torcida do Crystal Palace tem razão. O que os clubes cobram é três vezes mais que a inflação no período de 2011 a 2014, e o aumento da cobrança é quase duas vezes maior que o crescimento do custo de vida.