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18/12/2013
13:20

A Justiça negou o pedido de liberdade provisória os três torcedores do Vasco presos após a barbárie nas arquibancadas da Arena Joinville, entre torcedores cruz-maltinos e do Atlético-PR. No despacho publicado na última terça-feira, a juíza da 1ª Vara Criminal de Joinville, Karen Francis Schubert Reimer justificou que a decisão se deve para manter a "ordem pública", devido ao "interesse social".

- Entendo que, ao menos por ora, é conveniente a segregação dos acusados para manutenção da ordem pública, para que se afaste da sociedade pessoas que fazem do crime seu meio de vida e para que se evite que a soltura dos acusados sirva de estímulo para que persistam em práticas ilícitas - declarou, no despacho, a juíza, que ainda classificou os crimes cometidos como "hediondos" e de "extrema gravidade".

No despacho, Karen Francis Schubert Reimer lembra que os três torcedores, Arthur Barcelos Lima Ferreira, Jonathan Fernandes dos Santos e Leone Mendes da Silva, são agentes primários, tem residência fixa e trabalho lícito, mas afirma que isso não garante o direito de responder pelo crime em liberdade.

Os três torcedores respondem por crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa, destruição de patrimônio, além de um que se enquadra no Estatuto do Torcedor: incitar a violência. Os vascaínos estão presos na Penitenciária Industrial Jucemar Cesconetto, em Joinville.

Até o momento, outros nove torcedores do Vasco foram identificados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, enquanto 28 atleticanos também foram identificados pela Polícia do Paraná. Todas as informações estão sendo repassadas para as autoridades da cidade catarinense.