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23/02/2015
13:03

As brigas antes e depois do clássico entre Vasco e Fluminense, neste domingo, gerou punição para os torcedores dos dois clubes. Segundo o site do Jornal Extra, os envolvidos serão encaminhados para o Complexo Penitenciário de Bangu. De acordo com a delegada titular da 24ª DP (Piedade), Cristiane Carvalho de Almeida, 118 pessoas ficaram detidas na sede da Cidade da Polícia. Destes, 19 são menores e serão encaminhados para o Juizado de Menores.

Ainda segundo o portal, os maiores foram indiciados por formação de quadrilha qualificado, pela inclusão de menores, com pena de mais de quatro anos. Metade dos adultos presos tem passagem pela polícia. Inclusive, um deles já tem ficha por ter se envolvido na confusão entre vascaínos e torcedores do Atlético-PR, em Joinville, na última rodada do Brasileirão de 2013.

- Desde 2012 estamos trabalhando, ao lado do Gepe, para diminuir a violência nos estádios. Nossas ações vinham surtindo efeito e neste domingo tivemos essas prisões. Foram dois flagrantes, 82 no primeiro confronto e 36 no segundo. O crime deles não é passível de fiança, mas há outros fatores que podem levá-los a acompanhar o processo em liberdade – disse a delegada ao Extra.

Juntos com os torcedores, a Polícia Militar ainda apreendeu uma barra de ferro, pedaços de madeira, pedras, rojões, bombas, soco inglês e spray de pimenta. O tenente-coronel do Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios), João Fiorentini, explicou como começou a confusão.

- No primeiro momento, nos preocupamos em separar os grupos rivais da torcida do Vasco. Com isso, a situação saiu do Baixo Méier enquanto a oposição, de São Januário. No Méier, a situação e a Young Flu marcaram de saírem juntas, cada uma de um lado da linha do trem, em ação que chamaram de clássico da paz. Nós apoiamos a ação, mas fizemos o esquema de segurança que havíamos planejado. Eles conseguiram se encontrar por ruas adjacentes e iniciaram o tumulto. Mais tarde, a oposição da Força do Vasco, ao chegar ao Nilton Santos, tentou furar a barreira da polícia para entrar em conflito com os remanescentes da situação, ou que não tinham entrado ainda no estádio, ou que não foram presos no primeiro confronto. O Batalhão de Choque teve de agir e em seguida efetuamos mais prisões, só de torcedores do grupo oposição da Força do Vasco – contou o tenente-coronel ao Extra.