icons.title signature.placeholder Felippe Rocha
10/12/2013
16:35

Um dos torcedores que chegaram a ser internados no Hospital Municipal São José, em Joinville, após a briga entre torcidas organizadas na Arena Joinville, no último domingo, no jogo entre Atlético-PR e Vasco, na verdade, não estava entre os envolvidos na briga. Diogo Cordeiro da Costa Ferreira, de 29 anos, auditor da Receita Federal, foi agredido do lado de fora do estádio por cerca de 15 torcedores da Fanáticos, facção organizada do Atlético-PR.

Segundo Daniel Cordeiro da Costa Ferreira, irmão de Diogo, o cruz-maltino mora em Manaus (AM) e combinou de passar o final de semana com a namorada, que mora em Porto Alegre (RS), em Joinville (SC), para assistir à partida:

- Ele não tem ligação com torcida organizada alguma. É, assim como eu, sócio do Vasco. Ele e a namorada chegaram no sábado de manhã na cidade e alugaram um carro. No domingo, dia do jogo, parou o carro num estacionamento praticamente em frente ao estádio e iria com a menina até o local do jogo, mas foi surpreendido por uns 15 caras com camisas da Fanáticos que começaram a bater nele - afirmou.

Daniel relata que o irmão precisou levar pontos e, já de volta a Manaus, está passando por novos exames:

- Ele tem suspeita de fratura na costela. Na hora, conseguiu levantar e se dirigiu ao Hospital São José, que fica bem perto do estacionamento. Ele deu entrada às 17h03 e precisou levar quatro pontos pouco abaixo da região dos olhos. Eles nem chegaram a ir para o jogo, ainda tem os ingressos - afirmou, esclarecendo que, pelo horário, a briga ainda não havia começado.

A briga em questão começou aos 16 minutos de jogo, quando torcedores do Atlético-PR invadiram o setor destinado aos vascaínos, iniciando, assim, um grande confronto, que paralisou a partida por 71 minutos e deixou três pessoas hospitalizadas. O único vascaíno, além de Diogo, é Gabriel Ferreira Vitael, que foi liberado já na manhã desta segunda-feira e voltou ao Rio com as passagens custeadas pelo Vasco.

Quanto a Diogo, agredido fora do estádio, sua ligação com o Vasco é forte. Ele já fez estágio no clube e, segundo o irmão, apesar da agressão sofrida, deve voltar a frequentar estádios:

- Ele fez um estágio na parte de fisiologia no Vasco. E vai voltar a ver jogos em estádios, não tem jeito - concluiu.