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10/12/2013
12:37

O vascaíno Leone Mendes, de 23 anos, foi um dos torcedores que mais apareceu no meio da confusão entre as torcidas de Atlético-PR e Vasco, no último domingo, na Arena Joinville. As imagens de Leone, com uma barra de ferro agredindo um atleticano já caído no chão rodaram o mundo. Mas, de acordo com a mãe do torcedor, que está detido no presídio de Joinville desde a última segunda-feira, ele não tinha o perfil de uma pessoa violenta e até fez parte da banda de uma igreja evangélica:

- Ele sempre torceu pelo Vasco, mas esse fanatismo aumentou com o tempo. Eu sempre falando: “Meu filho, larga isso de jogo, de torcida”. Mas nunca pensei que ele faria uma coisa dessas. Eu preciso que ele me explique o que aconteceu lá. Ele é um rapaz bom - disse a mãe de Leone, Cleuza Mendes da Silva, entre lágrimas, ao jornal Extra.

Leone é filho único, trabalha como barbeiro em Austin, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, e ainda mora com a mãe numa casa, sustentada pelo próprio, num terreno com outras casas de familiares. Ele virou o chefe da casa há cerca de três anos, quando terminou o ensino médio e sua mãe sofreu um derrame:

- Ele ajudou muito a mãe nessa época. Tantos remédios que comprou - disse uma tia, que preferiu não se identificar.

Cleuza ressaltou saber da responsabilidade do filho, mas lembrou de suas dificuldades financeiras para poder acompanhar o caso:

- Eu não tenho dinheiro agora, mas se for preciso vendo até a casa. Eu quero que saibam que tenho ciência que o que ele fez foi errado. Não estou passando a mão na cabeça dele, mas ele tem 23 anos, emprego, carro e um salão. É trabalhador - disse a mãe do torcedor, que ainda reclamou da falta de segurança na Arena Joinville:

- Mostram ele, mas como pode milhares de pessoas juntas sem policiamento, sem segurança? O organizador desse jogo queria mesmo uma tragédia.

A mãe de Leone Mendes ainda disse que torce para que o torcedor atleticano agredido por seu filho fique bem:

- Eu oro que isso sirva para ele voltar para os pés do Senhor e para mim. Também peço que o jovem ferido fique bem, para dar paz à mãe dele, que está sofrendo tanto quanto eu. Por que houve má organização, mas nós que sofremos.