icons.title signature.placeholder Bruno Grossi
18/11/2014
10:00

Na última quinta-feira, Muricy Ramalho se viu no pior cenário possível ao pensar na defesa do São Paulo. Lucão fraturou o pé esquerdo e se juntou a Rodrigo Caio como “reforços” para 2015, deixando Paulo Miranda e Antonio Carlos, em má fase, como as únicas opções para formar dupla com Edson Silva no time titular.

Além do momento tecnicamente ruim, Paulo e Antonio não se encaixam na filosofia do técnico, que exige de seus zagueiros uma postura mais agressiva em campo. A volúpia, além da imposição física, é tática. Na cabeça de Muricy, os beques não podem ficar plantados esperando a bola chegar aos atacantes, eles precisam atacar a redonda antes que os rivais possam pensar.

Nesse cenário, Rafael Toloi apareceu como salvação para o clássico com o Palmeiras. O camisa 2 já vinha treinando há alguns dias, mas a comissão técnica ainda não sabia se ele teria condições de atuar durante todo o Choque-Rei.

Mas Toloi não só atuou os 90 minutos, como cumpriu à risca a cartilha de Muricy para os zagueiros. Antecipou os palmeirenses com facilidade, saiu jogando com qualidade – iniciando até a jogada do primeiro gol – e ainda apareceu no ataque para fechar a vitória por 2 a 0. Mais uma prova de que as exigências do treinador para o setor têm fundamento.

– Com certeza o Muricy tirou isso do período em que trabalhou com o Telê (Santana) como auxiliar. O Telê exigia que os zagueiros treinassem para ter o passe bom, para poder lançar em caso de necessidade... E sempre cobrava que ficássemos adiantados, porque assim o time inteiro empurrava o adversário – explica Ronaldão, zagueiro campeão mundial pelo Tricolor em 1992 e 1993.

A postura mais agressiva da defesa fez com que Toloi e Edson Silva se firmassem como titulares no segundo semestre. A dupla, com o triunfo sobre o Verdão, chegou ao quarto jogo sem sofrer gols no Campeonato Brasileiro e terá papel fundamental amanhã na Colômbia, no 1 compromisso com o Atlético Nacional, pela semifinal da Copa Sul-Americana.