icons.title signature.placeholder Jonas Moura
27/03/2014
18:16

Os clubes já estão dando os primeiros passos concretos em reação às denúncias que atingem a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Representantes de quase todas as equipes masculinas e algumas femininas se reuniram nesta quinta-feira em São Paulo para discutir a criação da Associação de Clubes de Vôlei.

A iniciativa visa à defesa dos direitos dos atletas, à transparência no que diz respeito aos gastos feitos pela entidade máxima do vôlei e à sustentabilidade do esporte, que vive crise desde que a ESPN Brasil relevou assinatura de contratos suspeitos de até R$ 20 milhões entre a CBV e empresas de cartolas, com recursos provenientes do Banco do Brasil.

– Não queremos bater de frente com a CBV, mas reivindicar direitos, como de imagem, de negociação, chance dos clubes de participar das decisões, analisar balanço financeiro. Não temos noção de como as coisas são negociadas – explicou ao L!Net Ricardo Navajas, supervisor do Funvic/Tauabté.

Na pauta dos dirigentes, um dos pontos principais é a questão dos valores. Navajas admite que os contratos assinados pela entidade não vinham sendo alvo de questionamento dos clubes e reconhece parcela de culpa das agremiações, mas afirma que o objetivo é mudar esse quadro.

– Por que a Superliga é vendida dessa forma, em relação a patrocínio, por exemplo? Os clubes também são culpados, pois nunca procuraram saber. As regras eram impostas e sempre cumprimos. Qual o valor da Superliga? Por que não pode ser outro? Será que não podemos negociar outra proposta? – questionou Navajas.

Até o momento, a Associação ainda não tem CNPJ nem presidência definida. A organização interna será debatida em novas reuniões, inicialmente por email, e os membros redigirão o estatuto da entidade.