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06/02/2015
09:00

O Corinthians precisará arrecadar R$ 90 milhões para o Fundo de Investimento Imobiliário - FII, administrado pela Odebrecht e Caixa Econômica Federal, para que os lucros com a Arena Corinthians comecem a ir para os cofres do clube. De acordo com o diretor de finanças do Timão, Raul Corrêa da Silva, a partir do momento que o montante for atingido, todas as receitas serão divididas entre o Corinthians e fundo. Em 2014, já foram arrecadados R$ 33 milhões líquidos para o fundo.

Ao contrário do que falava o ex-presidente Andrés Sachez, Raul garante que não será preciso pagar ao fundo R$ 100 milhões em julho. O dirigente afirma que a partir deste mês o clube deve arcar com parcelas mensais de R$ 5 milhões, referentes ao pagamento dos R$ 400 milhões de empréstimo do BNDES. Até o fim do ano, portanto, a obrigação será arcar com R$ 30 milhões para o FII.

A partir de novembro do ano que vem, o Timão inclui na planilha de gastos outros R$ 5 milhões mensais para pagar o montante de R$ 350 milhões, referentes a empréstimos tomados por dívidas com a Fifa e juros das obras. Ou seja, a partir desta data, serão R$ 10 milhões por mês que sairão dos cofres a fim de pagar o estádio.

Vale ressaltar que as receitas com o estádio podem aumentar nos próximos anos. O clube projeta fazer acordos comerciais, locação de eventos, venda de camarotes e, principalmente, dos naming rights - a pedida é de R$ 400 milhões, sendo R$ 20 milhões anuais em 20 anos.

No total, a Arena Corinthians sairá por mais de R$ 1 bilhão - R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES, R$ 420 milhões abatidos com CID's (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) e outros cerca de R$ 350 milhões, que incluem dívidas com a Fifa e os juros de empréstimos tomados, por conta do atraso dos pagamentos anteriormente citados.