icons.title signature.placeholder Rodrigo Vessoni
22/03/2014
08:02

O Corinthians não disputará a fase de mata-matas do Paulistão. Não há como negar o impacto dessa eliminação precoce que, além do prejuízo financeiro, causará um longo período de ócio e uma enorme desconfiança em relação à qualidade dos atletas e capacidade de bom trabalho do comandante.

O passado recente do clube, porém, mostra que nem tudo está perdido. Reviravoltas na mesma temporada já provaram que, se os erros e problemas dos primeiros meses forem minimizados depois, são boas as chances de a Fiel terminar 2014 com um semblante alegre.

Após o rebaixamento, que sempre servirá de divisor de águas no caso do Corinthians, a equipe se viu em situação complicada no primeiro semestre em três oportunidades. E, em todas, se reergueu. A começar por 2008, com Mano Menezes.

Após ser eliminado ainda na primeira fase do Estadual, o treinador, que voltou ao clube este ano, conseguiu arrumar a equipe, a diretoria reforçou o elenco, e o Timão chegou à decisão da Copa do Brasil (perdeu para o Sport) e fechou o ano com o título da Série B, de maneira antecipada e com recordes nas estatísticas.

Três anos depois, uma reviravolta ainda mais impressionante. De um dos piores vexames da história à maior glória de um clube em âmbito nacional. Eliminado da Libertadores pelo desconhecido Tolima (COL), o torcedor amargou o anúncio da aposentadoria de Ronaldo e as saídas de Roberto Carlos e Jucilei.

Porém, chegaram Liedson, Alex e Willian. Outros jogadores, com Castán, se firmaram. E o Timão sagrou-se pentacampeão brasileiro em dezembro, comemorando diante do arquirrival Palmeiras após empate.

No ano seguinte, mais uma reviravolta. Eliminado do Paulistão em pleno Pacaembu para a Ponte Preta, com direito a falhas do goleiro Julio Cesar, a equipe de Tite se concentrou na disputa da Copa Libertadores, não perdeu de ninguém e levantou seu primeiro caneco do torneio sul-americano. Isso sem falar na conquista do Bi-Mundial meses depois.

– É tirar proveito dessa eliminação e do período sem jogos para melhorar pensando no Brasileiro – afirmou Renato Augusto, um dos que terão de iniciar melhor a competição.

As carências do elenco estão expostas. Tempo não faltará para que as lacunas sejam preenchidas. Histórico positivo também não falta.