icons.title signature.placeholder Gabriel Carneiro
19/06/2014
08:30

Extrema está vivendo tempos agitados. De clima frio e paisagens bucólicas, a cidade da região sul de Minas Gerais é a casa dos jogadores do Corinthians até o fim da próxima semana. Além disso, recebe a partir de hoje um tradicional rodeio, que leva ao parque de eventos da cidade, anualmente, cerca de 50 mil pessoas, o dobro do número de habitantes locais.

Enquanto esperam os show de artistas como Rio Negro e Solimões e Fernando e Sorocaba, os moradores de Extrema e visitantes de cidades vizinhas aproveitam a presença do elenco do Timão, que sofreu forte assédio na saída de uma academia do centro da cidade, onde realiazou avaliações físicas antes de iniciar os treinamentos.

Apesar da aparente tranquilidade do dia a dia no sul de Minas, os jogadores sabem que a pressão virá no segundo semestre, quando o Brasileirão retorna após o encerramento da Copa do Mundo. Primeiro pelo tempo que o técnico Mano Menezes tanto queria para ajeitar e equilibrar os setores do time. Depois pelo fato de que o Timão foi um dos que mais investiu durante a parada da Copa do Mundo.

Já estão treinando em Extrema o volante Elias e o atacante paraguaio Romero. Além deles, o zagueiro Anderson Martins (que foi pai no último domingo) é aguardado a qualquer momento, e o atacante Marcelo ainda negocia detalhes de sua chegada. De acordo com o goleiro Cássio, o ganho de qualidade do elenco também significa um salto na responsabilidade do grupo.

- Já tínhamos uma equipe bem competitiva. Com a chegada de reforços nos tornamos mais fortes ainda. Mas é dentro de campo que temos que mostrar que somos fortes, não adianta só ter nome - cobra o titular da meta corintiana.

Como no refrão de uma das músicas mais conhecidas da dupla que abre hoje, às 23h, o rodeio de Extrema, o Corinthians irá encarar seus desafios no segundo semestre "batendo a bota no chão" para provar que os dias de tranquilidade e o alto investimento em reforços valeram a pena. O objetivo dos jogadores é repetir o título de três anos atrás e, de São Paulo a Belém, dar o recado à Fiel: "Solta o grito da garganta!".