icons.title signature.placeholder Walace Borges
18/03/2014
08:00

O bom futebol mostrado pelo Bolívar no Rio de Janeiro não foi surpresa. Pelo menos não para o técnico Xabier Azkargorta e sua legião de espanhóis. Com três jogadores nascidos no Velho Continente (Callejón, Moya e Capdevilla), o time boliviano vem tentando mudar a filosofia do futebol local e se arrisca até mesmo a virar referência no país.

Em conversa com o LANCE!Net, o técnico bolivariano não mediu palavras para mostrar a experiência adquirida. Ele explicou ainda que, como se joga na altitude, a melhor coisa é manter a posse de bola e resguardar a condição física.

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– O pensamento é simples: quanto mais a bola está no pé, mais fácil fica de atacar e seu time corre menos. Ainda mais na Bolívia, onde temos a altitude. Quanto menos você correr é melhor. Acredito que tocar a bola de lado, favorecer os chutes de longa distância e coisas do gênero sejam a maneira mais fácil de jogar – analisou o treinador.

Apesar da experiência em times espanhóis e na própria seleção da Bolívia, Azkargorta, que assumiu o Bolívar há pouco mais de uma semana, diz que não se inspira nos grandes da Espanha. Para ele, a qualidade do futebol boliviano não chega a tanto, mas seria um sonho fazer com que desse um salto mundialmente.

– Seria pretensão da nossa parte (risos). Mas sempre me agradou muito o estilo de jogo espanhol, com menos marcação no meio de campo e mais força na posse de bola. O futebol parece mais atrativo e menos complicado. Quem sabe um dia a Bolívia não consiga se equiparar aos espanhóis? Seria um grande sonho.

O Flamengo que se cuide. Porque o Bolívar, além de ter os 3.700 metros de altitude a seu favor, está louco para implementar um verdadeiro tiki-taka no Hernando Siles nesta quarta.