icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes, Igor Siqueira e Thiago Correia
05/06/2014
08:18

A Seleção Brasileira conta com a defesa mais cara do mundo, com Thiago Silva e David Luiz. Juntos, custaram R$ 291 milhões aos cofres do Paris Saint-Germain. E exatamente por isso, o capitão é exigente quanto à contribuição da zaga na Copa do Mundo: não quer levar gols. E os números apoiam o seu pedido. Das principais equipes do Mundial, apenas Espanha e Holanda superam o Brasil na média de 2013 para cá, a era Felipão.

Desde que Luiz Felipe Scolari reassumiu a Seleção, foram 21 jogos e 15 gols sofridos, uma média de 0,71. A Espanha tem 0,63, enquanto a Holanda tem 0,62 neste mesmo período. Equipes conhecidas por defesas fortes, como Suíça e Itália, são superadas: 0,75 e 0,81, respectivamente.

Ao ser perguntado na entrevista coletiva desta quarta-feira se havia uma meta de quantos gols queria sofrer na Copa do Mundo, foi taxativo:

- Zero. Porque a parte defensiva da seleção é muito sólida, forte, mas tem que trabalhar cada vez mais. Acredito em todos do setor defensivo. E vejo uma equipe muito bem preparada - disse o "Monstro", que elogiou a evolução da defesa:

- Alguns anos atrás pouca gente falava da defesa da Seleção. Isso nos dá orgulho, motivação e ainda mais responsabilidade para dar esse tipo de apoio. Tem que trabalhar focado, equilibrado. Espero que possa estar certo nessa numeração de gols.

Confira as médias das defesas de algumas das principais seleções do mundo do início de 2013 para cá:
Holanda - 0,62
Espanha - 0,63
Brasil - 0,71
Suíça - 0,75
Itália - 0,81
Argentina - 0,84
França - 0,86
Alemanha - 0,88
Inglaterra - 0,93
Bélgica - 1
Uruguai 1,05
Portugal - 1,14