icons.title signature.placeholder Marcio Porto
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21/07/2013
08:15

Thiago Ribeiro não esconde a alegria pelo acerto com o Santos. Em entrevista ao LANCE!Net, por telefone, a cada resposta ele fez questão de exaltar o clube e comemorar a aproximação com a filha Milena, de 3 anos.

Além de feliz, ele mostra tranquilidade. Apesar de ser o principal reforço do Peixe para o segundo semestre (custou cerca de R$ 10 milhões) e ter a missão de ocupar a vaga que até outro dia era de Neymar, o atacante encara a pressão com naturalidade e diz estar preparado.

Thiago está na Itália e chega ao Brasil nos próximos dias. Ele será submetido a exames médicos e, se aprovador, assinará contrato de quatro anos e meio com o Peixe.

Bastante rodado, Thiago Ribeiro também terá de exercer o papel de líder e orientador no jovem elenco santista, função que ele afirma estar pronto para exercer. Porém, isso não deve acontecer tão cedo, já que ele está voltando de férias agora e precisa readquirir ritmo de jogo.

Confira abaixo a entrevista exclusiva do atacante:

Como se sente voltando ao Brasil após dois anos na Itália?
Estou muito feliz com essa volta para o Brasil e para defender um dos maiores clubes do País e do mundo. É um time que tem uma história extraordinária. E também muito feliz por ficar mais próximo da minha filha, essa volta foi por causa dela, e graças a Deus conseguiu concretizar esse sonho. Milha alegria é por esses dois fatores: estar em um clube gigante, como é o Santos, e mais perto dos meus familiares.

A sombra do Neymar te preocupa? Pode atrapalhar?
Antes de tudo é bom deixar claro uma coisa: na minha opinião não existe substituto para o Neymar. Ele é um jogador extraordinário, chegou a um nível em que está entre os melhores do mundo. Não chego para substituí-lo, estou indo para o Santos para dar minha contribuição, fazer meu máximo pela equipe, ajudar o clube a conquistar coisas importantes e desempenhar meu trabalho da melhor forma possível.

Sua contratação é cogitada no Santos desde a época em que o Muricy era o treinador. Quando surgiu o interesse do clube e como acompanhou as negociações?
O interesse surgiu há algumas semanas, o pessoal da diretoria me ligou para comunicar o interesse, e eu passei para eles entrarem em contato com meu empresário (Juan Figer) e o Cagliari. Aí eles fizeram uma proposta e, graças a Deus, deu tudo certo, consegui volta ao País.

Você falou bastante da sua filha. Ela foi o principal motivo para você deixar o Cagliari e voltar?
Sem dúvidas. Estou há dois anos longe dela, só encontrava-a duas vezes ao ano, o que estava me incomodando muito. Queria estar perto, acompanhar o crescimento dela e participar do futuro. O grande grande motivo para eu decidir voltar foi a minha filha, o fato de estar perto dela e recuperar o tempo perdido.

Você é, até agora, a principal contratação do clube para o segundo semestre. Isso pode criar uma pressão exagerada?
Pressão é claro que vai ter, quem joga em time grande tem de estar preparado. Isso não me assusta, me motiva ainda mais, é o combustível para crescer. Espero corresponder ao investimento feito pelo clube e à expectativa que a torcida venha a criar em cima de mim.

E o que espera da torcida?
Em time grande sempre vai ter a cobrança, é normal no futebol. No São Paulo tinha muita cobrança, e no Santos não vai ser diferente. Estou ciente que o clube está acostumado a brigar por títulos, então só posso fazer o meu melhor.

Após passar por clubes grandes e jogar na Europa, pode assumir a responsabilidade de liderar um time de garotos, como este?
Estou acompanhando o Santos, e vejo que tem esses novos jogadores que estão surgindo, uma geração muito boa, com jogadores de qualidade. Eles vão crescer muito na carreira, com um lugar de grande destaque, e espero dar a minha contribuição, com a experiência que tenho. Embora tenha apenas 27 anos, já passei por diversos clubes, rodei bastante. Acredito que futebol é dom e eles tem, tem o talento, então vai ser muito fácil o entrosamento.

Você disse que tem acompanhado o Santos... O que já sabe sobre esse atual time?
Está com um time novo, muitos garotos, e isso é importante, Santos é uma fábrica de craques. O Santos tem uma estrutura extraordinária, sempre está revelando grandes jogadores, e esses garotos que estão agora vão conseguir grande destaque junto de outros jogadores mais experientes. Espero que o Santos consiga ter um bom desempenho.

O que sabe do Claudinei Oliveira, que assumiu a equipe?
Está fazendo um ótimo trabalho. Quando um clube contrata, é sempre de maneira conjunta, então com certeza passaram para ele meu nome e ele aprovou. Pude acompanhar algumas declarações, ele me elogiando, é importante chegar com o aval e a confiança do treinador.

O Cagliari te vendeu por menos do que pagou pela sua contratação. Por que isso aconteceu?
Há praticamente um ano venho conversando com a diretoria, falando do meu problema, da distância da minha filha... O Cagliari sabia, tentaram me segurar o máximo de tempo que puderam, e continuei aqui durante dois anos. Deixei claro quando surgiu o interesse do Santos que gostaria de ir, conversei com a diretoria e pedi para jogar no Brasil. Isso foi fundamental para o negócio dar certo. O clube viu que eu estava disposto a sair e não tinha nada o que fazer, então aceitaram vender.

No Brasil, comentou-se que você estava em baixa no Cagliari...
Pelo contrário. O presidente não quis se desfazer de mim, disse que eu era importante para o time. Mas, por questões minhas, o Cagliari aceitou me liberar. Eles levaram em consideração o meu pedido.

Ainda tem esperança de jogar a Copa do Mundo do ano que vem ou acha que o grupo da Seleção está fechado após o título da Copa das Confederações?
Todo jogador tem o sonho de jogar na Seleção. A gente sabe que um ano é muito. Lembro bem de vários jogadores que ninguém falava e entraram na lista do Mundial. Acho que é merecimento, primeiro tem de fazer um grande trabalho no Santos e, depois, pensar em convocação. Ir para a Seleção será fruto do meu trabalho no clube, consequência do dia a dia.

Como tem preferido jogar? Mais aberto pelos lados ou dentro da área, como um centroavante?
Minha posição de origem é segundo atacante, com liberdade de movimentação pelos lados. Gosto muito de jogar pela esquerda também, consigo trazer a bola para chutar no gol. Procuro não só criar chances de gols, como dar opções para meus companheiros marcarem. Acredito que, com o passar do tempo, ganhei maturidade, isso ajuda bastante. No Cagliari joguei muitas vezes com três atacantes, aberto pelo lado esquerdo, até como um meia avançado. Jogar em várias posições só acrescentou, me fez evoluir.

Thiago Ribeiro não esconde a alegria pelo acerto com o Santos. Em entrevista ao LANCE!Net, por telefone, a cada resposta ele fez questão de exaltar o clube e comemorar a aproximação com a filha Milena, de 3 anos.

Além de feliz, ele mostra tranquilidade. Apesar de ser o principal reforço do Peixe para o segundo semestre (custou cerca de R$ 10 milhões) e ter a missão de ocupar a vaga que até outro dia era de Neymar, o atacante encara a pressão com naturalidade e diz estar preparado.

Thiago está na Itália e chega ao Brasil nos próximos dias. Ele será submetido a exames médicos e, se aprovador, assinará contrato de quatro anos e meio com o Peixe.

Bastante rodado, Thiago Ribeiro também terá de exercer o papel de líder e orientador no jovem elenco santista, função que ele afirma estar pronto para exercer. Porém, isso não deve acontecer tão cedo, já que ele está voltando de férias agora e precisa readquirir ritmo de jogo.

Confira abaixo a entrevista exclusiva do atacante:

Como se sente voltando ao Brasil após dois anos na Itália?
Estou muito feliz com essa volta para o Brasil e para defender um dos maiores clubes do País e do mundo. É um time que tem uma história extraordinária. E também muito feliz por ficar mais próximo da minha filha, essa volta foi por causa dela, e graças a Deus conseguiu concretizar esse sonho. Milha alegria é por esses dois fatores: estar em um clube gigante, como é o Santos, e mais perto dos meus familiares.

A sombra do Neymar te preocupa? Pode atrapalhar?
Antes de tudo é bom deixar claro uma coisa: na minha opinião não existe substituto para o Neymar. Ele é um jogador extraordinário, chegou a um nível em que está entre os melhores do mundo. Não chego para substituí-lo, estou indo para o Santos para dar minha contribuição, fazer meu máximo pela equipe, ajudar o clube a conquistar coisas importantes e desempenhar meu trabalho da melhor forma possível.

Sua contratação é cogitada no Santos desde a época em que o Muricy era o treinador. Quando surgiu o interesse do clube e como acompanhou as negociações?
O interesse surgiu há algumas semanas, o pessoal da diretoria me ligou para comunicar o interesse, e eu passei para eles entrarem em contato com meu empresário (Juan Figer) e o Cagliari. Aí eles fizeram uma proposta e, graças a Deus, deu tudo certo, consegui volta ao País.

Você falou bastante da sua filha. Ela foi o principal motivo para você deixar o Cagliari e voltar?
Sem dúvidas. Estou há dois anos longe dela, só encontrava-a duas vezes ao ano, o que estava me incomodando muito. Queria estar perto, acompanhar o crescimento dela e participar do futuro. O grande grande motivo para eu decidir voltar foi a minha filha, o fato de estar perto dela e recuperar o tempo perdido.

Você é, até agora, a principal contratação do clube para o segundo semestre. Isso pode criar uma pressão exagerada?
Pressão é claro que vai ter, quem joga em time grande tem de estar preparado. Isso não me assusta, me motiva ainda mais, é o combustível para crescer. Espero corresponder ao investimento feito pelo clube e à expectativa que a torcida venha a criar em cima de mim.

E o que espera da torcida?
Em time grande sempre vai ter a cobrança, é normal no futebol. No São Paulo tinha muita cobrança, e no Santos não vai ser diferente. Estou ciente que o clube está acostumado a brigar por títulos, então só posso fazer o meu melhor.

Após passar por clubes grandes e jogar na Europa, pode assumir a responsabilidade de liderar um time de garotos, como este?
Estou acompanhando o Santos, e vejo que tem esses novos jogadores que estão surgindo, uma geração muito boa, com jogadores de qualidade. Eles vão crescer muito na carreira, com um lugar de grande destaque, e espero dar a minha contribuição, com a experiência que tenho. Embora tenha apenas 27 anos, já passei por diversos clubes, rodei bastante. Acredito que futebol é dom e eles tem, tem o talento, então vai ser muito fácil o entrosamento.

Você disse que tem acompanhado o Santos... O que já sabe sobre esse atual time?
Está com um time novo, muitos garotos, e isso é importante, Santos é uma fábrica de craques. O Santos tem uma estrutura extraordinária, sempre está revelando grandes jogadores, e esses garotos que estão agora vão conseguir grande destaque junto de outros jogadores mais experientes. Espero que o Santos consiga ter um bom desempenho.

O que sabe do Claudinei Oliveira, que assumiu a equipe?
Está fazendo um ótimo trabalho. Quando um clube contrata, é sempre de maneira conjunta, então com certeza passaram para ele meu nome e ele aprovou. Pude acompanhar algumas declarações, ele me elogiando, é importante chegar com o aval e a confiança do treinador.

O Cagliari te vendeu por menos do que pagou pela sua contratação. Por que isso aconteceu?
Há praticamente um ano venho conversando com a diretoria, falando do meu problema, da distância da minha filha... O Cagliari sabia, tentaram me segurar o máximo de tempo que puderam, e continuei aqui durante dois anos. Deixei claro quando surgiu o interesse do Santos que gostaria de ir, conversei com a diretoria e pedi para jogar no Brasil. Isso foi fundamental para o negócio dar certo. O clube viu que eu estava disposto a sair e não tinha nada o que fazer, então aceitaram vender.

No Brasil, comentou-se que você estava em baixa no Cagliari...
Pelo contrário. O presidente não quis se desfazer de mim, disse que eu era importante para o time. Mas, por questões minhas, o Cagliari aceitou me liberar. Eles levaram em consideração o meu pedido.

Ainda tem esperança de jogar a Copa do Mundo do ano que vem ou acha que o grupo da Seleção está fechado após o título da Copa das Confederações?
Todo jogador tem o sonho de jogar na Seleção. A gente sabe que um ano é muito. Lembro bem de vários jogadores que ninguém falava e entraram na lista do Mundial. Acho que é merecimento, primeiro tem de fazer um grande trabalho no Santos e, depois, pensar em convocação. Ir para a Seleção será fruto do meu trabalho no clube, consequência do dia a dia.

Como tem preferido jogar? Mais aberto pelos lados ou dentro da área, como um centroavante?
Minha posição de origem é segundo atacante, com liberdade de movimentação pelos lados. Gosto muito de jogar pela esquerda também, consigo trazer a bola para chutar no gol. Procuro não só criar chances de gols, como dar opções para meus companheiros marcarem. Acredito que, com o passar do tempo, ganhei maturidade, isso ajuda bastante. No Cagliari joguei muitas vezes com três atacantes, aberto pelo lado esquerdo, até como um meia avançado. Jogar em várias posições só acrescentou, me fez evoluir.