icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
06/03/2014
07:10

Aos 41 anos de idade, Rivaldo, meia e presidente do Mogi Mirim, é dúvida para o duelo desta quinta-feira, às 21h, contra o Santos, por conta de dores no joelho direito. No entanto, o jogo terá a presença de um outro jogador-dirigente em campo. E, surpreendentemente, do lado alvinegro. Thiago Ribeiro, que retorna ao time, também é cartola de um clube do interior desde o começo do ano.

Em janeiro, o camisa 11 do Peixe se tornou um dos investidores do Votuporanguense, time que está em quarto lugar da Série A3 do Campeonato Paulista. Nascido e criado em Pontes Gestal, ele aceitou o desafio de ser um dos sócios do clube da cidade vizinha Votuporanga.

Contudo, aos 28 anos, Thiago é um cartola bem diferente de Rivaldo. Ao contrário do craque pentacampeão, o atacante santista está muito mais concentrado na carreira como jogador do que como dirigente. Ele não opina em negociações, escalações, nem costuma frequentar as partidas. O jogador apenas deu aporte financeiro para a compra do clube e deixou seu pai, conhecido como Zequinha, incumbido de cuidar de suas obrigações como um dos dez sócios do Votu.

– Eu conheço muita gente da cidade, pessoas ligadas ao time. Acompanhava a equipe desde a Série B2, depois na B1 e, agora, na A3. Eram uns angolanos que comandavam o clube e esse pessoal de Votuporanga procurou meu pai para falar sobre o projeto do time. Aí entramos como sócios – contou Thiago, ao LANCE!Net.

Thiago acompanha o Votuporanguense à distância e sonha em um dia poder enfrentar o próprio clube na Série A1. Por enquanto, encara a experiência como um estágio para quando pendurar as chuteiras... algo que ele espera que ainda demore para acontecer.

– Meu pensamento é me manter no futebol mesmo quando me aposentar, porque é uma coisa que eu gosto. Não sei em que função, mas qualquer coisa relacionada com o futebol será positivo – comenta.

Autor de três gols no Paulista, Thiago tenta ajudar o Peixe a confirmar a classificação para o mata-mata já esta noite. Se vencer, o time garante vaga nas quartas de final.

VEJA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM THIAGO RIBEIRO:

Tem acompanhado os jogos do Votuporanguense na Série A3?
Não muito, porque não passa na TV. Mas um ou outro amistoso eu assisto quando estou de folga. Mas, pelo que me passam, o time está bem, está com o objetivo de subir para a série A2. A gente conta com o apoio de outros empresários também, que não são sócios, mas ajudam. Quem acompanha mesmo é o meu pai, ele fica mais próximo.

Já imaginou enfrentá-los?
Pode ser, né? O projeto é esse mesmo, colocar o Votuporanguense na série A em 2016. Quem sabe no futuro, se eu estiver aqui ainda... Meu contrato vai até 2017.

Como seria?
Tem que separar as coisas, vou jogar para vencer. Seria muito legal se o time subisse, porque é uma cidade que gosta muito de futebol, o estádio está quase sempre cheio.

O que pensa em fazer depois que se aposentar como jogador?
Não pensei em uma função, mas amo o futebol desde criança. Vou querer continuar nesse meio, independentemente se a função for de diretor, empresário, treinador...

COM A PALAVRA
MARCELO ARENA, PRESIDENTE DO VOTUPOTANGUENSE, AO L!NET

"Compramos o clube de um grupo de angolanos no começo do ano e dividimos em dez cotas, cada uma de um empresário. O Thiago, junto com o pai dele, é um dos sócios.

Pegamos o Votuporanguense do zero, sem dívidas, mas também sem jogadores e comissão. Contratamos um técnico, um gerente e, então, começamos a montagem do elenco. Está dando certo, o time vem bem no Paulista.

Temos amizade com o Thiago e a família. O Zequinha, pai dele, é quem está mais por dentro do que acontece no clube. Até o momento, não conversamos com o Thiago sobre alguma parceria com o Santos, mas isso pode acontecer."