icons.title signature.placeholder Pedro Barboza e Walace Borges
19/02/2015
08:27

As circunstâncias da vida disseram que Thallyson não seria um jogador profissional. Nascido em Campo Alegre (uma minúscula cidade no interior do Alagoas) e com uma má formação que atrofiou os dedos da mão esquerda, o jogador nunca desistiu de sonhar e pode mostrar a partir desta quarta-feira – quando será titular diante do Boavista, às 19h30, no Maracanã, em jogo com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net – que é um vencedor. O lateral-esquerdo desafiou o improvável e venceu, mas o maior desafio da carreira dele começa agora.

Além das dificuldades citadas acima, Thallyson chegou ao Flamengo no início do ano para ser terceira opção. Reserva no Asa (AL), no ano passado, o lateral-esquerdo deu sorte ao ver João Paulo não renovar o contrato com o Rubro-Negro e Anderson Pico machucar o joelho esquerdo na semana passada. A chance que o camisa 16 tanto sonhou quando era uma criança humilde na pequena Campo Alegre chegou. É hora de não deixá-la escapar!

– O problema físico dele é um fator inibidor na própria sociedade, não só no futebol. Não vamos enganar ninguém. E ele também, naturalmente, se sente mais inibido com essa situação. Às vezes coloca a mão no bolso para esconder. Eu digo que é importante ele pensar só em jogar bola. Eu chamo ele de “cotoquinho” e digo que ele leva vantagem sobre outras pessoas. Aquilo pode servir para muitas coisas (risos). Tem um potencial fantástico e vai ter a chance de mostrar porque chegou aqui no Flamengo. Tomara que dê certo - comentou Vanderley Luxemburgo.

E quem também vai torcer muito por Thallyson são os 40 milhões de torcedores do Flamengo. Uma história de vida sofrida e de superação é meio caminho para um jogador se identificar com a Nação. Os exemplos na história do Rubro-Negro deixam isso claro. Boa sorte!